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sexta-feira, 22 de março de 2019

Da água para o vinho



                 O sujeito deixou a vida hermética colegial de correria, de horários, de uniforme e de disciplina para ganhar o mundo, explorando novos caminhos e descobrindo-o aos poucos. Entrando numa universidade, mergulhou na universalidade e, aos poucos, adquiriu visões de mundo adulto, e passou a pensar fora da caixa. Quem nunca teve momentos de um quase êxtase na vida, de estar se sentindo em lua-de-mel e se permitir não levar a vida muito à sério? Quem não se recorda de épocas em que teve a ligeira impressão de que a vida era uma festa???


                  O sujeito sente saudades de épocas em que pensava ser feliz e vivia sem se preocupar com o quê, porquê e para quê, mas sentia alguma alegria e satisfação de trabalhar, estudar e viver. Quando ele era mais jovem, encarava a rotina por outro prisma, não se cansava de tudo com tanta facilidade, embora já se intrigasse com a realidade e se sentisse inferior e incapaz, fácil e frequentemente. Por vezes, ele aspirava algo mais elevado, embora nem sempre fizesse por onde atingir patamares mais elevados e acreditasse que as ferramentas que tinha em mãos o pudessem levar a algum lugar. 


                 O sujeito se sentiu como se passasse de fase, num jogo eletrônico, e se achou o máximo por isso. Ficou tão entusiasmado por estar numa nova fase que, por um momento, se esqueceu de que precisava continuar jogando e acumulando pontos e experiências, pois a vida continuava, para que, logo mais, pudesse passar de fase novamente, dando um novo salto num precipício, às vezes, porque o novo encanta, enquanto está novo, mas sempre envelhece, inevitavelmente. Talvez por isso ele quisesse mostrar que estava por dentro de tudo que houvesse de mais atual, desde as gírias até as músicas. Era uma forma estranha de fugir do passado, se mantendo preso à ele, ao mesmo tempo, sem conseguir avançar, efetivamente, rumo ao futuro, por isso. 


                 Os Beatles, por exemplo, no começo da trajetória da banda, eram só alegria juvenil. No fim, tibieza, serenidade da maturidade e dispersão de foco emocional. Assim somos também. Como diz aquela canção, se lembra quando a gente chegou a acreditar que tudo era prá sempre, sem saber que o prá sempre sempre acaba? Aos poucos, alguns mitos se desfazem, e o entusiasmo inicial se esfacela. O sorriso e o olhar perdem seus brilhos originais. Por vezes, o sujeito está tão empolgado com aquela sensação de liberdade aparente que pensa que o mundo está de portas abertas para recebê-lo. Nem sempre está. Talvez ele se veja sozinho, quando notar que nem todos estão empolgados com a nova condição de vida, tampouco a fim de brincadeira. Ele precisa saber para onde direcionar suas energias e ter um foco na vida. Porque tudo que tem um começo tem também um fim. É preciso se mover e ir a algum lugar sempre.


                 De qualquer maneira, ele deve agradecer a Deus por chegar aonde chegou e conseguir o que conquistou, o que só foi possível porque, em alguns momentos, ele perdeu o medo e a vergonha de sair da zona de conforto e deu um passo adiante. E tudo aquilo parece que foi ontem...



---X---



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