Reza a lenda que, em algum lugar do Oriente, quando uma mulher perdeu seu bebê recém-nascido, desesperada, ela procurou o monge mais sábio da vila, na esperança de que ele tivesse um remédio para curar da morte aquela criança. Ele disse que ela precisaria trazer a ele um grão de mostarda nascido numa casa onde ninguém houvesse morrido. Então ela saiu batendo de porta em porta, em todas as casas da vila. Ela não encontrou a casa que se enquadrasse no perfil descrito pelo monge, mas não se deu por vencida. Voltou ao monge e disse haver compreendido que o sofrimento não lhe permitia enxergar que ela não estava sozinha, pois ela não era a única pessoa a sofrer nas mãos da morte.
