A data de amanhã, 8 de janeiro, ficou marcada, há exatamente um ano, não necessariamente por causa do aniversário deste nosso blog (blog este que ainda terão que engolir na blogosfera, por muito tempo, parafraseando o saudoso Zagalo, que partiu para a oficina de Deus, há poucos dias), mas principalmente porque deu lugar a um dos episódios mais ousados e inusitados da história do país. Ela caiu num domingo, coincidentemente ou não. Um domingo que não chegou a ser tão sangrento, literalmente, mas que se mostrou sangrento, moral e eticamente falando. Aquele domingo mostrou o quanto a democracia, o Estado, a segurança, a ordem, o progresso, a moral e a ética são frágeis. Tudo começou quando um levante popular marchou contra prédios públicos federais estratégicos, afrontando os principais poderes constituídos da república, não necessariamente no intuito de assumir o governo. Aquela multidão, depois que adentrou aqueles palácios, parecia perdida e sem saber o que fazer, daí em diante. Aquelas pessoas,



