Soube do caso daquela menina de dez anos de idade que engravidou, no interior do Espírito Santo, após ter sofrido sucessivos abusos por parte de um parente, ao longo de quatro anos? Soube também que, há algumas semanas, ela foi transferida para um hospital em Recife, onde foi realizado o procedimento de indução do abortamento? É indubitável e profundamente lamentável o que aconteceu com a menina. São compreensíveis os sentimentos dela e sua concordância em abortar o concepto, na esperança enganosa de se ver livre de um problema impactante em sua vida, simplesmente extirpando de dentro de si uma outra vida, como se fosse um parasita, devido à sua imaturidade em lidar com esse tipo de situação. Ela não merecia ser vítima de zombaria, como se fosse culpada pelo que houve, muito menos ter sua identidade exposta.
