Nesses dois últimos
domingos, foram aplicadas as primeiras provas do Exame Nacional do
Ensino Médio, o ENEM, cujas pontuações são usadas como critérios de
seleção para muitas instituições de ensino superior. Distintas entidades
tentaram obter judicialmente novo adiamento do certame, devido ao clima
de insegurança ainda reinante, no Brasil e no mundo, pela Pandemia de
COVID-19. No entanto, o exame foi mantido, exceto para o Estado do
Amazonas e para alguns municípios da Região Norte, onde a incidência da
COVID-19 tem sido visível e evidentemente muito mais calamitosa do que
no restante do país, ao ponto de muitas pessoas morrerem por falta do
gás oxigênio medicinal nos hospitais e de um parente de uma delas declarar para a TV que "o pulmão do mundo está sem oxigênio",
pois a produção do gás medicinal em escala industrial não tem suprido a
demanda, e mobilizá-lo de outras partes do país é difícil,
devido às dificuldades de transportes, na região amazônica. Quiçá o
momento não fosse mesmo propício para a realização do ENEM.
