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Nossa missão: Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

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Lição moral bastante atual

Lição moral bastante atual

domingo, 10 de março de 2019

(I)Maturidade



                  Esse carnaval foi marcado por falta de maturidade, porque a sociedade parece estar involuindo. Criam-se leis como a da importunação sexual, por exemplo, para tentar refrear essa decadência moral vertiginosa e essa insegurança. No carnaval de 1949, por exemplo, as pessoas podiam deixar um pouco de lado quem elas eram, vestir suas fantasias e cair na folia, no meio da multidão, dançando e cantando pelas ruas, sem medo de ser molestadas. Em 2019, vimos flagrantes de furtos, roubos e agressões nos blocos do carnaval de rua de São Paulo, por exemplo, coisas que não costumavam acontecer, há algumas décadas. O que mudou, ao longo dos anos? As pessoas mudaram, consequentemente, a mentalidade mudou.


                  Uma discussão aparentemente causada por divergências políticas fez policiais se excederem ao ponto de fraturar um braço de um folião, que é advogado e militante de um partido de esquerda. Não importa quem começou a brigaDefinitivamente, está tudo errado. Esse bairrismo partidário e essa intolerância já deveriam ter se exaurido, com o fim do processo eleitoral, há alguns meses. No Carnaval, que é um tempo de confraternização, isso não deveria existir.


                  Em São Paulo, o desfile de uma escola de samba chocou por apresentar dois personagens representando Jesus Cristo sendo derrotado e pisoteado por um demônio. Não é algo agradável de se ver, muito menos uma ideia desejável e digerível para uma mente cristã, mas seria interessante se os autores dessa alegoria viessem à público prestar os devidos esclarecimentos sobre essa aparente profanação de algo sagrado, antes que se tirem maiores conclusões.


                  O presidente Bolsonaro, em seu perfil oficial no Twitter, teria publicado um vídeo de um ato obsceno realizado por duas pessoas, no carnaval de rua de São Paulo, e feito uma crítica severa ao que foi apresentado. A postagem dividiu opiniões. Muitos a taxaram de tão imoral como o conteúdo do vídeo. Como cidadão, o sr. Bolsonaro teria todo o direito de se indignar, mas, como presidente da República, não convém que ele emita opiniões pessoais sobre qualquer assunto, ainda mais de forma tão extravagante, como se estivesse propagando aquilo que condena. Você pode concordar com a opinião dele, mas a sua forma de expressá-la é questionável.


                  Por falta de condições para garantir adequadamente a segurança dos cidadãos, o município de Fortim, no litoral leste do Ceará, tomou a nobre e sensata decisão de cancelar seu carnaval público. São Benedito, na Serra da Ibiapaba, cerca de 350 km de Fortaleza, já havia decidido não patrocinar carnaval, para melhor contenção de despesas públicas, até por força de uma determinação da Justiça. Estes foram escassos e bons exemplos de maturidade vistos no feriadão.


                  Bom retorno à normalidade, boa semana e boa Quaresma a todos.



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