O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Roleta russa



                        Como ainda estamos imersos no clima da Copa do Mundo na Rússia, não custa nada lembrar que ainda vivenciamos também rotineiramente no Brasil um clima de jogo de roleta russa. E, muitas vezes, não nos damos conta disso. À guisa de exemplo, em Pacajus, na Grande Fortaleza, enquanto os brasileiros estavam mesmerizados por uma partida entediante e pouco produtiva, na manhã do dia 22 último, quatro assaltantes invadiram um restaurante e levaram, inclusive, o televisor grande através do qual os presentes estavam assistindo à partida.


                        Quem ainda não foi contemplado direta ou indireta e recentemente pela violência, considere-se um felizardo ou felizarda. Quem já o foi de alguma maneira, tem a obrigação moral de não reeleger os atuais políticos que estão nos poderes executivos e legislativos estaduais e federal, tampouco seus apadrinhados. A não ser que você acredite que está tudo bem e que você só tem a ganhar com a manutenção do status quo. Você acredita mesmo que nossos presentes representantes podem e querem empreender mudanças necessárias e urgentes à coletividade? O que se há de fazer, se a maior parte do eleitorado é composta por uns pobres ignorantes, que não pensam à fundo nessas questões e que se deixam agradar por qualquer coisa???


                         É compreensível a indignação de gente que aproveita o talento de uma mente privilegiada e que (re) pensa o Brasil. Porque essa criminalidade exponencial que presenciamos já é o produto de um processo de desestruturação da sociedade de longa data em andamento. É revoltante que o cidadão permaneça indefeso e entregue à sorte, sempre sujeito a ser atacado por esses seres rasteiros que saem dos bueiros da sociedade, sem nada poder fazer, mesmo que seja apenas se defender, porque as leis foram configuradas de forma a proteger criminosos. É por essas e outras que o poder público, até por meio de sua aparente omissão, aparenta ser cúmplice de tudo de ruim que acontece ao cidadão. Enquanto isso, esses insetos parasitas da sociedade saem das favelas devorando tudo que veem pela frente. Nunca se satisfazem com nada. Sugam o cidadão até não poder mais, humilham e matam também, às vezes. O que significa isso? Seriam filhos demais para sustentar? Seria fome demais? Seriam dívidas demais? Seria dependência química demais? Ou seria caráter de menos mesmo? Porque os cupins da sociedade corroem fundo até o que não se tem. Até quando eles serão poupados???


                         Tudo o que lhes falta é uma punição exemplar, mas esta se mostra quase impossível de ser aplicada, por amarras legais. Por essas e outras, muitos defendem uma intervenção militar, acreditando que os militares quebrarão pela força tais amarras legais e farão as mudanças de que precisamos e que os políticos civis não se mostram dispostos a promover, quiçá por puro comodismo ou pensando em benefício próprio.


                         Mesmo depois de tantas fortes emoções, ainda é muito cedo para cantar vitória, porque este país ainda inspira preocupação e cuidados, mesmo ainda vivo e respirando. Por ora, resta-nos saudar São Pedro, que é o santo do dia e padroeiro das chuvas, e desejar um bom final de semana a todos.



---X---



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