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sábado, 17 de março de 2012

Guerra nas estrelas


Há algumas semanas, mais uma vez os brasileiros embarcaram em mais uma malograda odisseia internacional que visava trazer uma estatueta dourada para o Brasil, algo que pudesse coroar nossa produtividade cultural e banhar nosso ego. Sem querer ser pessimista e mal agourento, eu já sabia que aquilo não ia acabar bem, que seria só mais um espetáculo, como se diz no Ceará, “prá inglês ver”. Deixei o seguinte comentário no Facebook:

“Lamento mas é muita ingenuidade. Não dou ibope ao Oscar. O Brasil nunca vai ganhar estatueta alguma, porque aquela academia de cinema é um clube fechado, e, naquele clube, nenhum estrangeiro tem lobby como os espanhóis e os italianos. Será que ninguém vai abrir os olhos prá isso???”
Eu já saquei qual é a intenção daquela academia. Vez por outra, indicam uma produção brasileira relacionada ao cinema talvez por piedade, mais para nos enganar e depois nos constranger com o eterno título de fregueses vice-campeões, do que para nos honrar. Abra seus olhos. O cinema brasileiro é bom, mas só é bom para nós mesmos. Ele ainda não tem know-how para premiações internacionais. Eu já abri meus olhos. A festa do Oscar é essencialmente uma festa norte-americana. Se, nessa festa, às vezes rola alguma coisa, além de uísque, hambúrguer e jazz, elementos da cultura deles, é só para fugir um pouco da mesmice e atender interesses pessoais da academia. Por isso, acho improvável que eles sirvam feijoada com cachaça e samba, à longo prazo.
Um certo amigo meu disse que não entra num cinema, há uns três anos. Embora ele tenha sido membro do movimento estudantil e, atualmente, seja sindicalista e filiado a um partido de esquerda, ele diz que não foram necessariamente razões ideológicas que o forçaram a fazer esse jejum, mas sim a falta de tempo e de uma boa companhia. Ele só assiste aos filmes que ele baixa da Internet. Perguntei-lhe, então, se, com esta conduta, não estaria contribuindo com a pirataria. Ele admite que sim, mesmo guardando os filmes para uso privativo. 
Eu penso que, se quisessem prendê-lo, só por causa disso, deixando livres as páginas onde ele fez os downloads, seria uma grande injustiça, porque seria como se prendessem os usuários de drogas ilícitas e deixassem os traficantes sem serem molestados. Se bem que, recentemente, um desses grandes “traficantes” de informações, o dono do Megaupload, foi preso na Nova Zelândia, e depois solto. 






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Moral da história

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