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Nossa missão: Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

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segunda-feira, 9 de julho de 2018

LUTO... por uma vida melhor



                     Por esses dias, percebe-se que o Brasil está de luto, assim como o devem estar outras nações que têm o futebol encrustado na alma, que investem pesado no futebol, na esperança de obter destaque no cenário internacional, onde a maioria dos cidadãos se entusiasma com o futebol, ao ponto de parar tudo que está fazendo, só para ver a bola rolar entre as quatro linhas, e onde muito se investe em carreiras profissionais no futebol, na esperança de ascensão social. Talvez você nem seja tão fanático por futebol como seus conterrâneos, mas dá para entender perfeitamente essa depressão, porque o clima de Copa do Mundo contamina praticamente todo mundo, de alguma forma. Por isso, não culpo você de todo, caso tenha se sentido diferente e estranho, após mais aquela quimera. Até parece que, de repente, a vida perdeu seus tons de cores habituais. Percebeu que, naquele dia, até o céu escureceu mais cedo que o habitual???

                     Para você, o que é ser um vencedor? Por que fazemos tanta questão de sermos sempre vencedores em tudo? São compreensíveis essa paixão e essa devoção pelo futebol de um povo. Pessoas põem seus corações, suas vidas e seus destinos naquele tapete verde. Pessoas se sentem representadas por aqueles jogadores. Quando elas não conseguem ser vencedoras noutras esferas da vida, querem ao menos que aqueles seus representantes sejam vencedores em campo, com aquela esfera de borracha nos pés, para que elas também se sintam vencedoras juntamente com eles, mesmo que, objetivamente, elas nada tenham a ganhar e mesmo que nada em suas vidas deva mudar. Porque, depois de tanta euforia, cedo ou tarde, os torcedores sempre voltam às suas rotinas, como se nada tivesse acontecido.


                     Na verdade, já poderia o Brasil estar de luto diariamente por coisas mais relevantes e mais contundentes do que uma derrota isolada em campo. Independentemente do resultado desta Copa do Mundo, nossas principais mazelas, no tocante às deficiências nos campos da saúde, da educação, da segurança pública e do desemprego, por exemplo, persistem. Nossas melhores perspectivas para tentar começar a resolver esses problemas serão depositadas nas urnas eletrônicas, em outubro próximo. Os mexicanos, por exemplo, partiram na frente, nesse sentido. Embora eles tenham sido desbancados da copa pelos brasileiros, o México elegeu um novo governo, com a anuência aparente de mais da metade de sua população de eleitores, nas vésperas de sua última participação no mundial. Apesar da aparente e temporária derrota no futebol, fazemos votos de sucesso ao povo mexicano, em sua nova caminhada, na esperança de que esse novo governo expresse adequadamente os anseios de mudança daquela sociedade.   


                     À exemplo dos mexicanos, façamos também a nossa revolução interna, da maneira mais pacífica possível. Por mais que tenhamos nutrido a esperança de que a Seleção Brasileira poderia ter ido cada vez mais longe naquela competição, lembre-se de que os nossos piores inimigos dos brasileiros não são estrangeiros, eles estão aqui dentro mesmo, e nos defrontamos com eles, todos os dias, em nossas ruas e em nossos meios de comunicação. A nossa maior guerra, portanto, deve ser travada aqui dentro dessas linhas que contornam nosso território, entre o Monte Caburaí e o Chuí. E, assim, a vida deve continuar...




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