O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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terça-feira, 26 de junho de 2018

Do jeito que a banda toca por aqui



                        O futebol apresentado pela Seleção Brasileira na partida disputada contra a Seleção Costarriquenha, na última sexta-feira, dia 22, válida pela Copa do Mundo na Rússia, não empolgou muito, apesar de os brasileiros terem brigado bravamente pela posse da bola e terem obtido algum resultado favorável, já nos últimos instantes de prorrogação. Eles ainda estão apresentando uma performance preocupante, que precisa ser corrigida logo, se quiserem ir mais longe na competição. Nunca se viu o Brasil jogar tão mal numa primeira fase de copa como agora. A equipe chegou à Rússia com muita moral e inspirando muita confiança, mas, em campo, não está entregando o que promete. Como se diz no Nordeste, a arma deles bateu o catolé, muitas vezes, em boas oportunidades. O time não está demonstrando ter know-how suficiente para atravessar times aparente e tecnicamente inferiores.



                        E, se alguma dessas seleções de futebol aparentemente pouco expressivo e que não costumam frequentar as copas com tanta assiduidade se revelasse e nos surpreendesse desta vez, pra quebrar um pouco a monotonia da previsibilidade? Seria algo perfeitamente aceitável, no mundo do futebol. É um dia da caça, e o outro, do caçador. Cedo ou tarde, seleções tidas como favoritas esbarram nalguma zebra.


                        Quiçá você tenha ficado com o raciocínio turvado pelo sono ou pelo estado de humor, acompanhando o jogo, dependendo de quanto você bebeu, mas, se o que temos de camisa 10 for o que se apresenta em campo, então precisamos repensar logo nosso futebol. Quiçá uma pausa para restruturação de nossa sociedade antes disso nos caísse melhor. À propósito, em que estamos contribuindo mesmo com tantas críticas à sociedade e à Seleção sem ações efetivas de nossa parte, para tentar mudar alguma coisa? Como o resultado final da competição deve impactar em nossas vidas? A Copa do Mundo, meu caro, é como aquela música de Chico Buarque. O Brasil pára para ver a banda passar, tocando coisas de amor, mas, depois que a banda passar, volta tudo para seu devido lugar. 

                        Por ora, nos resta desejar boa sorte a todos, enquanto estamos respirando.



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