Para refletir e ter uma Feliz Páscoa!

O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Uma nação para todos ou pára todos???



                       Há cerca de vinte anos, quando o presente código de trânsito entrou em vigor, ele já previa a fiscalização das atitudes dos pedestres e dos ciclistas no trânsito, bem como a possível aplicação de multas a eles, medidas que ainda não foram postas em prática, por falta de regulamentação, mas isso deve mudar até meados de 2018. A cobrança da observação das leis de trânsito por parte de pedestres e ciclistas tem um lado bom. Faz-se necessário chamar a atenção desses personagens do trânsito para que também assumam suas responsabilidades, porque, até agora, só tinham direitos e eram vistos como os pobres coitados do trânsito, sendo quase sempre tratados como prioridades, e precisam entender que também têm deveres e que as leis de trânsito foram feitas para eles também. 

                       Veículos automotores têm muitas obrigações e pagam pesados tributos para utilizar as vias. Condutores pagam para obter autorizações para conduzir veículos e têm muitas regras a observar. Já pedestres e ciclistas não pagam para estar nessas condições, tampouco ostentam placas de identificação, vem sendo acobertados por uma política paternalista e seguem com seus maus costumes, como desfilar no meio da rua, em alguns bairros, por exemplo, como se estivessem nas salas de estar de suas casas.                       


                       Há alguns poréns a serem considerados. O poder público provê infraestrutura e segurança adequados para que os pedestres usem com sabedoria as vias, em todo o território nacional? Sabe-se que muitas ruas, além de não possuírem faixas de pedestres, sequer possuem calçadas e, ainda por cima, são mal pavimentadas, mal iluminadas, mal sinalizadas e repletas de carros estacionados em ambos os lados. 


                       Numa cidade como Fortaleza, que é uma grande cidade cenográfica aberta e um reality show gratuito e ao vivo, de que adianta alguns paparazzi tentarem fiscalizar também, e à distância, quem não estiver de carro, de motocicleta, de ônibus ou de caminhão, se não conseguirem identificá-los? Daqui a pouco, não duvide que baixam uma lei para obrigar todo mundo a sair de casa com um crachá para identificação. Porque o Brasil é o país dos absurdos. 


                       Um desses absurdos cometidos aqui é o poder público primar sempre pelo caminho mais fácil e conveniente para ele. Em vez de promover o ensino de educação para o trânsito nas escolas, a fim de obter maior inclusão da sociedade na causa do trânsito, por exemplo, uma ideia que já vem sendo defendida de longa data, ele já quer entrar dando uma voadora na população, porque quer cada vez mais arrecadar de mais gente. Dessa forma, torna-se cada vez mais difícil, e mais cara, a convivência de todos os cidadãos no trânsito.


                       Que moral e ética um Estado hipócrita, corrompido, espoliatório, negligente e omisso tem para exigir obediência às leis de trânsito de quem não conduz veículos automotores, que talvez não tenha dinheiro sequer para uma passagem de ônibus e ainda está sujeito a ser assaltado ou assassinado pelo Estado paralelo, se atravessar sobre uma passarela uma avenida que separa comunidades dominadas por facções rivais??? Pense bem a respeito disso e tente ter um bom feriado, como um oásis no meio da semana.



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Um comentário:

  1. Pois é...Sem contar com a buraqueira nas ruas, transito caótico e uma enxurrada de câmeras em cima do já espoliado cidadão.

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