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sábado, 4 de novembro de 2017

Invasões Bárbaras


                        No dia 15 passado próximo, a Igreja Católica celebrou a canonização de 35 pessoas, dentre as quais havia 30 brasileiros que foram martirizados por professarem a fé católica, nas terras do Rio Grande do Norte, durante a ocupação holandesa de partes do Nordeste brasileiro, no século XVII. Dentre os brasileiros agraciados por terem sacrificado suas vidas em nome da fé e de convicções muito superiores às suas pessoais, destacam-se os nomes dos padres André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro e dos fiéis Domingos de Carvalho e Mateus Moreira.


                         Até hoje, ainda se discute o significado daquelas ocupações estrangeiras, principalmente francesas e holandesas, de boa parte da mega colônia portuguesa que existia em terras brasileiras. Há quem defenda que, se os territórios ocupados por franceses e holandeses no Brasil tivessem permanecido nas mãos deles, teriam dado origem à nações desenvolvidas. Quem assim pensa se baseia no argumento de que houve algum relativo progresso socioeconômico nas localidades que foram dominadas pelos holandeses, principalmente em Recife, quando comparadas com as áreas controladas pelos portugueses. Talvez isso se deva ao modelo administrativo empregado pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, especialmente quando Maurício de Nassau esteve à frente dos interesses daquela empresa no Brasil, destacando-se como o seu mais exímio administrador, tendo seu nome bastante lembrado em Recife, até hoje, por conta disso.


                         Entretanto, todo aquele progresso trazido pelos holandeses teve um preço. Com a demissão de Nassau, em 1644, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais passou a administrar seus domínios no Brasil com maior rigor. Além de cobrar com mais avidez impostos e dívidas dos senhores de engenhos, acabou com a liberdade religiosa e tentou dentro do possível impor a doutrina protestante calvinista em detrimento do credo católico. Os holandeses mudaram os nomes das possessões conquistadas, de modo a apagar as marcas da influência cristã-católica dos colonizadores portugueses. À guisa de exemplo, o Forte de Nossa Senhora da Assunção, que daria origem à cidade de Fortaleza, foi rebatizado como Forte de Schoonenborch, e a cidade de Natal, como Nova Amsterdã. Natal é uma cidade bonita, mas, infelizmente, está longe de se parecer com a capital da Holanda, e não sabemos se ela realmente viria a ser uma Nova Amsterdã, se tivesse continuado nas mãos dos holandeses. Para conquistar cada vez mais espaços, os holandeses estabeleceram alianças com algumas tribos indígenas e recrutaram-nas. O pior resultado de tudo isso foram os massacres de quem se opunha ao avanço daquela laranja mecânica, como os que foram registrados nas localidades de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, por exemplo. Apesar de todo esforço, a dominação holandesa chegou ao fim, o Brasil se consolidou como uma nação coesa, e eles não conseguiram apagar a fé que temos hoje.                  

                          Analisando bem, talvez a perspectiva de que as terras ocupadas por holandeses no Brasil seriam hoje uma nação desenvolvida não vingasse. A maioria das ex-colônias dos países mais ricos da Europa estão longe de serem países desenvolvidos. Na maioria deles, os colonizadores não conseguiram se misturar às populações nativas e enraizar tão profundamente suas culturas e valores, ao ponto de modificar tão profundamente as características daqueles lugares. Na maioria daqueles contextos ocupacionais, havia apenas exploração das poucas riquezas locais com pouca preocupação com seus desenvolvimentos. Houve exceções, como os Estados Unidos da América, por exemplo, onde, das treze colônias que foram o embrião daquela nação, aquelas mais ao norte, onde vigorava um modelo de colonização baseado no povoamento e progresso locais, foram as que impulsionaram o progresso global da nação, dando-lhe a configuração atual. Veja também o caso das Ilhas Falkland ou Malvinas, que ainda são reclamadas aos ingleses pelos argentinos. São um arquipélago no extremo sul do continente americano total e exclusivamente habitado por indivíduos de origem anglo-saxônica, que ali implementaram suas língua e cultura. O lugar e seu povo em nada lembram o país reclamante da posse. Trata-se, portanto, de um Estado à parte, que nada tem a ver com a Argentina e que teve um curso de vida progressivo e distinto desta. Já um país derivado de nosso Nordeste holandês ainda guardaria alguma identidade com o Brasil, porque seria fruto da sobreposição de elementos culturais e socioeconômicos dos dominadores sobre as heranças congêneres dos portugueses e de um modelo de exploração igualmente espoliatório.


                          Tenha um bom restante de feriado, pensando sobre isso. Desejamos bons estudos e consequentes êxitos àqueles que se submeterão ao ENEM, a partir deste domingo. Recomendamos atenção às documentações necessárias e aos horários das provas.



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