Viva São João!!!

Viva São João!!!
Felizes Festas Juninas.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sábado, 12 de julho de 2014

O campeão moral 2


                       Estivemos no aeroporto, numa noite de domingo, no último dia 29 de junho, logo após o jogo Holanda x México, em Fortaleza. Após a derrota, havia muitos torcedores mexicanos indo embora. Os jogadores mexicanos jogaram até bem e começaram com vantagem, mas não conseguiram administrar direito até o fim. Para o técnico, depois de tudo, foi mais cômodo atribuir a culpa ao árbitro. De fato, parece que a falta realmente aconteceu, embora não tenha sido intencional. Um mexicano teria pisado o pé de um holandês, na grande área.


                       Gostaríamos de ter quebrado o silêncio e cumprimentado algum daqueles torcedores, mas não sei como eles interpretariam nossas palavras, se as compreendessem. Gostaríamos de dizer que eles jogaram bem, agradecer por terem vindo e rogar que Deus os acompanhasse. Gostaríamos de dizer a eles o mesmo que teríamos dito aos chilenos. Dizer que admiramos muito o México, que gostaríamos de conhecer o país deles, um dia, e que eles já são campeões, de qualquer maneira, por terem até aqui chegado, e campeões mundiais em outras searas, como turismo, cultura e gastronomia, por exemplo. Dizer que eles têm um bom futebol e que não devem desistir dele. Os mexicanos parecem ter mais orgulho de ser mexicanos do que os brasileiros de ser brasileiros. Identificamo-los porque estavam vestindo as camisas de suas seleções. Se fossem brasileiros, talvez já tivessem se desfeito das camisas. Os brasileiros parece que só sabem cantar aquela música nos estádios.


                        Aos torcedores da Colômbia e da Costa Rica fazemos os mesmos votos que fizemos aos chilenos e aos mexicanos. Nós, brasileiros, não enfrentamos os costarricenses, mas vimos que eles tiveram um desempenho excepcional, por terem chegado até onde chegaram, e por terem dado muito trabalho aos holandeses, nas quartas de final. 



                      Com relação ao que aconteceu no jogo entre Brasil e Colômbia, nas quartas de final, jogo no qual Neymar saiu gravemente lesionado de campo, deixando o time desfalcado para as partidas vindouras, acidentes de trabalho são comuns no futebol, mas podem e devem ser evitados. Muitas vezes, no calor do momento e na ânsia de conseguir a posse da bola, alguns jogadores tomam atitudes precipitadas e arriscadas, sem pensar nas consequências. No mais, a Colômbia está de parabéns, pela sua campanha excepcional nesta copa. Ela também nunca havia ido tão longe.


                      Falando em calor, muitos atribuem ao calor excessivo de início de tarde o mal desempenho da maioria das seleções europeias que vieram disputar o mundial. Algumas partidas foram disputadas às 13h, nos horários locais, em estádios de cidades nordestinas, sob a justificativa de que elas poderiam ser acompanhadas pela TV ao vivo, no horário nobre, em alguns países europeus.


                      Não se pode dizer que o calor fez a diferença, neste mundial, pois é desumano colocar qualquer ser humano, desde um esquimó até um nativo da linha do Equador, para fazer qualquer atividade física forçada, em condições insalubres como aquelas, com o sol quase a pino e após o almoço, embora os habitantes dos trópicos aparentemente sofram menos, em tais condições.




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