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domingo, 15 de julho de 2018

A banda se foi... mas pode voltar



                         A Copa do Mundo se foi, mas ela nos deixou alguns ensinamentos. Aprendemos com ela, por exemplo, que o risco que corre o pau corre o machado. Sem treino, sem estudo, sem perspicácia, sem renúncias e sem humildade, não se chega a lugar algum. Para quem quer disputar uma competição qualquer, é fundamental conhecer os próprios pontos fracos, e tentar corrigi-los, dentro do possível, para, em seguida, estudar e explorar os pontos fracos dos adversários. O desempenho da Seleção Brasileira, como você viu, não inspirou tanta confiança e não surtiu os resultados desejados. Portanto, devemos reconhecer que, infelizmente, nossa seleção não teria know-how suficiente para passar por seleções como aquelas que chegaram às finais. 

                     Assim como ela, muitas seleções das quais se esperava mais e que geravam temor nas demais, inclusive seleções que já venceram outras edições do mesmo campeonato, também não tiveram os desempenhos esperados e acabaram ficando também pelo caminho, o que não significa necessariamente que elas tivessem um futebol ruim, mas apenas insuficiente para superar suas adversárias. Fica mais esta lição: águas passadas não movem moinhosMesmo assim, algumas delas, consagradas ou não, tiveram seus relampejos. 


                     Essa copa não foi de todo ruim para nossos sentidos. Ela também teve lá seus momentos brilhantes e memoráveis. Algumas seleções chegaram a apresentar um futebol excepcional, que não chegou a ser suficiente para mantê-las na competição, mas ao menos deixaram suas marcas na história do futebol. A Coreia do Sul, por exemplo, se despediu da copa, batendo a Alemanha por 2 a 0, eliminando-a da disputa, e favorecendo a classificação do México (que também bateu a Alemanha na estreia) para as oitavas-de-final. Apesar de virado um saco de pancadas nessa copa, a Alemanha também não se despediu sem antes deixar um feito heroico. Na única partida da copa que ela venceu, ainda na fase de grupos, contra a Suécia, conseguiu virar o jogo, mesmo com um jogador a menos em campo, já nos acréscimos, numa cobrança de falta. A Colômbia, com muito sacrifício, conseguiu empatar e levar a partida contra a Inglaterra, pelas oitavas-de-final, até as últimas consequências, mesmo não tendo um resultado favorável. Do mesmo modo, nas quartas-de-final, procedeu a Rússia, que acabou sucumbindo perante a Croácia, depois de alguns pênaltis mal batidos. Ou seja, as zebras chegaram a brilhar, nalguns momentos.


                      Presume-se que um bom técnico de futebol saiba diferençar entre um jogador que atua bem quando veste uma camisa de seleção e um jogador que só produz a contento em seu clube de origem. De qualquer maneira, não queira imaginar a pressão em cima daquele treinador e de seus escolhidos. Porque, certamente, havia uma gama de interesses envolvidos. Um técnico de seleção não elabora sozinho uma lista de convocados, tampouco se limita a critérios técnicos. Da mesma forma, ele deve definir a escalação da equipe, em cada jogo. Certamente, ele sente a pressão dos cartolas, sejam eles de clubes brasileiros e estrangeiros ou da própria confederação, pressão das empresas patrocinadoras do time e do campeonato, pressão da opinião pública e pressão da imprensa esportiva. 


                       Imagine se Tite não tivesse convocado Neymar, por exemplo. Apesar da derrota temporária, Tite ainda conseguiu se manter nas graças da imprensa e da opinião pública. Todos reconhecem que ele fez um bom trabalho, apesar de não ter obtido os resultados esperados. Todavia, se ele não tivesse levado Neymar para a Rússia, muitos o crucificariam, dizendo que a ausência de Neymar fez toda a diferença. Depois de martirizado, Tite cairia no ostracismo, assim como outros que o antecederam em sua posição. Nunca mais se ouviu falar em Sebastião Lazzaroni, nosso técnico, na Copa de 1990, por exemplo. Até mesmo o nome de Rogério Micale, que conduziu a seleção à conquista da inédita medalha de ouro olímpica para a modalidade futebol, nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, caiu no esquecimento, juntamente com sua façanha, após sua misteriosa dispensa por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Por ora, o bode expiatório da vez é Fernandinho, que contribuiu acidentalmente para um gol contra, porque estava na posição e momento errados, apenas.


                      São coisas do futebol. Esperamos que sirvam para nosso aprendizado. Tenhamos todos um bom retorno à vida real e uma boa semana.



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