Para refletir e ter uma Feliz Páscoa!

O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Deve a nação entrar num túnel do tempo???



                         Túnel do Tempo foi uma clássica série de TV produzida nos Estados Unidos, em 1966, e que fez muito sucesso mundo afora, apesar de terem sido gravados apenas 30 episódios. Tratava-se de uma série de ficção científica em que dois pesquisadores montaram um equipamento que seria capaz de fazer algo ou alguém viajar no tempo. O problema é que os desenvolvedores, ao testarem a máquina, acabam presos nela, transladando de uma época para outra. Suas peripécias podem ser vistas através de uma tela de TV acoplada ao equipamento, pelos demais membros da equipe, no centro de pesquisas.



                          Fizemos uma breve alusão àquela série de televisão para chamar a atenção para a presente situação do Brasil. Situação que provoca uma onda de saudosismo, nas mentes e nos corações de muitos brasileiros. Como dito, há muitos que acreditam ser o retorno ao pretérito de nossa história, tal como ele era, a solução para os problemas do Brasil. Entende-se que o passado possui coisas boas. Tivemos momentos históricos importantes, uns aprazíveis, outros que não merecem ser revividos. Nas linhas a seguir, exporemos alguns fatos do presente, e caberá ao leitor julgar se vale a pena o Brasil entrar no túnel do tempo, em busca de uma prosperidade perdida em algum lugar da história, ou não.


                         Há pouco mais de um mês, entraram em vigor as alterações na legislação trabalhista recentemente aprovadas pelo congresso. Medidas essas que, se por um lado, flexibilizam as relações trabalhistas, por outro lado, tornam-nas desiguais, fazendo a balança pender mais para o lado dos empregadores que dos empregados. A justificativa de seus idealizadores seria a necessidade de o Brasil apresentar uma legislação trabalhista mais dinâmica que permita à economia brasileira se adaptar à modernidade e ao mercado internacional. Ou seja, visando avançar nesse sentido, o Brasil teve de retroceder e se mostrar cada vez menos humano e mais capital.


                         Quiçá o Brasil necessitasse de um novo governo nos moldes da era de Getúlio Vargas. Desprezando-se a truculência do Estado e a autopromoção pseudofascista da imagem pessoal de seu líder, precisamos de um governo que volte a fomentar a ampla industrialização da nação com a consequente geração de empregos e o estímulo à cultura do trabalho e à valorização do trabalhador. Quando isso acontecesse, só ficaria desempregado e ocioso quem quisesse. E este precisaria de uma justificativa muito convincente para ser considerado digno de viver às expensas de seus pares.


                         Há quem defenda a volta do Brasil aos tempos da Ditadura Militar, acreditando que um retrocesso seria a solução para nossos atuais problemas de imoralidade, insegurança, recessão econômica e desemprego. O Brasil não precisa necessariamente de uma intervenção militar. Bastaria um chefe de Estado que tivesse bom senso para reconhecer a debilidade do Estado diante do estado de calamidade pública em que vivemos, com a criminalidade explodindo nas ruas, sem que as forças policiais consigam detê-la, devido às faltas de mão de obra, de recursos e de infraestrutura e à legislação criminal engessada, e que tivesse pulso para promover as medidas necessárias visando restabelecer a segurança, a ordem e a paz, em vez de perder tempo com politicagem para manter poder e privilégios. Em vez de perder tempo com reformas trabalhista e previdenciária, quem está em Brasília deveria se empenhar na reforma da arcaica legislação penal. Convenhamos que alguns passos nesse sentido foram dados recentemente, quando o Congresso votou a revisão de alguns benefícios que são concedidos a quem responde à processos penais.


                         Trocando em miúdos, temos no tempo presente o necessário para criar novas soluções para resolver nossos problemas antigos, com alguns elementos positivos do passado. Por essas e outras, precisamos estudar nossa história para conhecer um pouco do passado, ter uma nova luz sobre o presente e procurar delinear melhor o futuro.

                         Tenha um bom final de semana.



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