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Nossa missão: Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial.
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sábado, 30 de março de 2013

Para onde iremos 2


                          Embora seja da geração que cresceu assistindo aos episódios do desenho "Caverna do Dragão", que fez parte das primeiras fileiras do exército de baixinhos que a Xuxa adotou (por sinal, ela completou cinquenta primaveras, por esses dias), e que, anos mais tarde, dava audiência à série "Malhação", também posso dizer, assim como dizem nossos pais, que a Semana Santa já não é mais a mesma. Os feriados já não são mais os mesmos. O mundo mudou muito, nas últimas três décadas.

                          Quando se é criança, tem-se uma percepção diferente de algumas coisas. Como já foi dito, datas comemorativas como a Páscoa, as festas juninas, o Dia da Pátria e o Natal, por exemplo, são mais intensamente vividas pelas crianças, que se enfeitam à caráter, nessas ocasiões. Ao contrário dos adultos, que, por sua vez, muito compenetrados no trabalho, não desfrutam tanto dessas festividades.

                          Por outro lado, alguns momentos das Histórias do Brasil e do Mundo não são tão bem assimilados pelas crianças, nas devidas épocas, e elas levarão anos para compreender os significados daqueles momentos. Assim, aconteceu comigo, no tocante às eleições presidenciais de 1989, por exemplo. Na época, não sabia que o Brasil já esperava por aquela ocasião, há quase trinta anos, tampouco a razão de tão longa espera. Então, não sabia que aquelas não eram umas eleições presidenciais quaisquer. Pensava que fossem mais umas eleições comuns, como as que sempre acontecem, a cada quatro anos. Mal sabíamos que a nossa geração chegou ao mundo, quando a casa estava sendo arrumada, e que já pegamos o trem andando.

                           No entanto, quando houve o impeachment do presidente Collor, em 1992, e, no ano seguinte, o plebiscito que consolidou o regime republicano presidencialista no Brasil, já fazia ideia da importância daqueles momentos para nossas vidas. Lembro-me perfeitamente que, naquele último caso, uma professora de história nos disse que não adiantaria mudar o sistema de governo, se não mudassem os pensamentos dos políticos.


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Moral da história

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