Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.

Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Metamorfose


A mensagem de hoje é dedicada especialmente àqueles que, assim como eu, estão vivenciando um momento de transição em suas vidas, prestes a subirem mais um degrau na escada.
 
Não sei dizer ao certo se apenas eu estou com esta sensação de que 2011 ainda não acabou e de que este processo pelo qual estamos passando anda meio que emperrado.
De qualquer maneira, às vezes acho que estou andando rápido demais. Por vezes, sinto vontade de parar, sentar, pensar e me perguntar se realmente eu já estou pronto para passar adiante. Você alguma vez já parou e fez a si mesmo essa pergunta??? Quanto a mim, não é a primeira vez que eu faço. Sempre em mudanças de fases, eu a fiz. Até hoje, não obtive respostas.
E assim vou levando a vida. Vou vivendo ao acaso, sempre seguindo com uma velha companheira lado a lado: aquela velha sensação de que estou deixando algo para trás, de que estou esquecendo algo. Mesmo assim vou vivendo, e a maioria dos meus empreendimentos deu certo. Tudo bem que, às vezes, mais adiante, me arrependo de não ter tomado as decisões certas, nos momentos certos, e as consequências daquelas decisões repercutem na minha vida e nas vidas de pessoas próximas a mim, durante um bom tempo, guardando certa semelhança com o que foi retratado nos filmes da série “Efeito Borboleta”.
Por vezes me pergunto se eu e meus entes queridos não seríamos mais felizes, se eu tivesse, por exemplo, feito um esforço maior para entrar na faculdade de medicina mais cedo e me formado mais cedo. Então eu teria começado a ganhar dinheiro mais cedo, feito a residência médica mais cedo, firmado meu nome, profissionalmente falando, mais cedo e ajudado mais gente mais cedo, se, ao invés disso, não tivesse jogado uns cinco anos da minha vida fora, depois que sai do colégio. 

Naqueles tempos, ainda não sabia ao certo o que eu queria da minha vida. Só sabia que gostava de química e de biologia e queria trabalhar com algo que envolvesse essas duas matérias. Pouco a pouco, fui refinando minha pesquisa e afunilando meu caminho em busca de meu lugar ao sol. Eu também sabia que queria ser independente. Fiz de tudo para fugir da medicina. Fiz de tudo para fugir do lugar comum. Havia gente demais querendo a mesma coisa. Mas não houve jeito. Acabei descambando para a medicina mesmo. Por vezes, tenho a impressão de que, quanto mais eu ando, mais difícil fica andar, e que o caminho sempre fica mais estreito, mais tortuoso e mais pedregoso do que foi para aqueles que passaram por aqui antes.

Tudo bem que não é uma área que traz felicidade, mas ainda traz algumas vantagens, tais como perspectiva de contratação imediata pós-formatura e de ganho salarial superior à média da população brasileira, os bancos e as operadoras de cartões de crédito abrem os sorrisos e os cofres aos médicos e, o principal, a profissão ainda confere algum status.
Bem, hoje estou inspirado demais, mas acho melhor parar por aqui, antes que eu viaje demais e que a postagem fique muito extensa. Deixo o vídeo de uma música do Raul para ilustrar o ambiente. A mensagem que deixo é que você deve ir devagar, em cada passo que dá, para não provocar efeitos de borboleta em metamorfose ambulante batendo asas e causando tempestades no futuro.




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