Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.

Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Treze ponto quatro


                          Estas postagens que estou publicando recentemente com o título "Treze ponto..." têm sua razão de ser. Inicialmente, pretendia discorrer sobre alguns eventos que marcaram o dia 13 de dezembro na história, entre eles, o nascimento de Luiz Gonzaga, há cem anos, evento esse ao qual dediquei quase todas as linhas, até agora. Escrevi porque admiro as peculiaridades históricas e culturais do Nordeste, que é minha região, e acho que elas devem ser valorizadas e divulgadas para o mundo. Acho bonitos essa busca e esse retorno às nossas raízes sertanejas, embora meu estilo pessoal seja mais urbano.


                          Na noite da última quinta-feira, dia 13, houve um festival de música em homenagem ao Gonzagão, na Praça do Arsenal, em Recife, que foi transmitido ao vivo para todo o país pela TV Brasil. Assisti a um pedaço do espectáculo, e o que mais me chamou a atenção foi quando Alceu Valença, ao final de sua apresentação, criticou as emissoras de rádio brasileiras, especialmente, as pernambucanas, acusando-as de não executar as músicas de Luiz Gonzaga, nem de outros artistas da terra, em favor da divulgação mais intensa de culturas estrangeiras. Mandou bem.

                          Antes do começo do festival, foi celebrada uma missa em ação de graças pelos 100 anos de Luiz Gonzaga. Foi uma espécie de versão extraordinária da tradicional Missa do Vaqueiro, que é celebrada todos os anos, sempre em julho, no município pernambucano de Serrita. A história desta missa é interessante. Foi o próprio Luiz Gonzaga que idealizou e ajudou a organizá-la, desde 1971, em homenagem ao seu primo, Raimundo Jacó, um vaqueiro que foi assassinado, na zona rural de Serrita, em 1954. Essa missa temática tornou-se ponto de encontro dos vaqueiros da região, ocasião na qual eles pedem as bençãos de Deus para seus trabalhos e lembram à sociedade que eles ainda existem e resistem, no meio da Caatinga cada vez mais desidratada.


                          Os festejos do centenário de Gonzagão foram oficialmente encerrados com uma nova missa de ação de graças, celebrada na manhã do último domingo dia 16, desta vez, no Parque Aza Branca, em Exu, terra do homem, e transmitida ao vivo pela Globo. Entre os celebrantes estava um padre cearense, o padre Fábio Frota, de Jijoca de Jericoacoara, fã de carteirinha de Gonzagão. Alguns artistas, como o sanfoneiro cearense Waldonys, por exemplo, cantaram, ao longo da celebração. 


                          Para encerrar esta conversa, só queria dizer que toda essa história de Gonzagão e sertão me fez lembrar que, um dia desses, um médico amigo de meu pai me desaconselhou a ir trabalhar no interior, dizendo: "Rapaz, quem gosta de correr dentro do mato é viado". Então, respondi: "Não concordo com sua colocação, porque o vaqueiro também corre mato adentro, se esquivando entre aquelas plantas espinhentas, e o vaqueiro é espada". De fato, tenho planos de ir morar e trabalhar numa cidade do interior, especialmente se for num pé-de-serra onde deixei meu coração e onde acredito que posso ser melhor remunerado e viver com mais qualidade de vida. Por isso, ainda sou um tanto apegado ao sertão. Depois conversamos mais sobre isso.
                        

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