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Nossa missão: Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

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domingo, 9 de dezembro de 2012

Insight


                          Tenho decisões importantes a tomar, mas, como o tempo galopa, veloz ao ponto de fazer meu passado, meu presente e meu futuro se confundirem. Como já tinha dito antes, estou sempre adiando tarefas e planos. O tempo corre diante de meus olhos, como se fosse um rio correndo e me chamando para dar um mergulho. Não sei se o que me mantém nesta inércia é o medo de a água estar muito gelada ou seria mesmo falta de motivação para tentar mudar algo em minha vida, de maneira significativa.


                          Um dia desses, estava refletindo, ou melhor, tentando sentar e refletir sobre os andamentos de minhas vidas pessoal e profissional. Por esses dias, tenho sido chamado a pensar sobre meu trabalho como médico. Estou fazendo dois anos de formado, nos próximos dias. Como você sabe, desde o começo do ano, tenho escrito reflexões a respeito disso, reflexões com o nome "O médico e o monstro", nas quais me questiono para qual dos lados estou pendendo mais, porque, como você sabe, se, por um lado, somos solução para muita gente, também podemos ser o oposto, haja vista que todo remédio também pode ser tóxico. Pretendo escrever uma postagem mais detalhada sobre isto, nos próximos dias.

                          Posso adiantar, de antemão, que, há alguns dias, senti-me animado com meu trabalho, quando, ao atender uma mulher com humor deprimido, permitindo que lhe prescrevessem um comprimido antidepressivo e um pouco de conversa, trouxe uma fagulha para a vida daquela mulher e uma luz irradiou-se de sua face. Quase não a reconheci, no dia seguinte. Por um momento, vi que meu trabalho vale a pena, trabalho esse que, muitas vezes, tem-me trazido mais desgostos do que alegrias. De qualquer maneira, busco sempre dar o melhor de mim, fazendo o meu melhor. Procuro ser uma luz nas vidas de quem passa por mim, trazendo um pouco mais de luz para minha vida primeiro.

                          Um dia, estava pensando em como fazer para me tornar um ser humano e um profissional melhores. Foi então que tive um insight, ou seja, uma revelação: me lembrei daquela famosa oração de São Francisco, uma prece dirigida à Deus, pedindo que Ele reforce nossas virtudes, fazendo-nos luz e sal para os nossos pares. Espero, assim, poder um dia, quem sabe, ser melhor visto por mim e pelos outros, sempre, acima de tudo, sentindo-me em paz comigo mesmo, com a convicção de vir a ser um santo remédio.
                         
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.                         

                          À título de curiosidade, lembrei-me que, há vinte anos, a Oração de São Francisco, cantada por Raimundo Fagner, foi usada na campanha eleitoral municipal, em Fortaleza.

                                                 
                         

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