O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

A luz e a escuridão

                 
                    Você já deve ter ouvido falar da campanha Hora do Planeta, uma campanha ambiental desenvolvida em nível internacional pela WWF, na qual, todos os anos, sempre no último sábado do mês de março, todas as pessoas e instituições do mundo inteiro são convidados a apagarem boa parte de suas luzes elétricas, domésticas ou coletivas, pelo período de 60 minutos, sempre a partir de 08:30 da noite, no horário local de cada pessoa que quiser participar. Em 2012, a campanha aconteceu no último sábado, 31/03.

                    O objetivo da campanha é o de conscientizar o público sobre os efeitos negativos do aquecimento global. Tudo bem que, quanto mais atividades industriais e comerciais e quanto mais consumo de energia, maior o progresso da humanidade, mas também, maior a liberação de calor. Até onde queremos e devemos progredir? Resposta difícil, haja vista que o mundo não pode parar. 

                    Infelizmente, desta vez, não pude participar, como em outros anos. Estava fora de casa e, infelizmente, observei, por onde andei, na noite de sábado, que o evento passou batido, embora minha cidade oficialmente estivesse participando
                    De qualquer maneira, fica o registro do evento e o apelo para que as gerações vindouras também se preocupem em evitar desgastar o planeta, se ainda houver planeta onde elas possam pousar. Então, espere, minto. Ou melhor, não espere, porque as atitudes para salvar o planeta tem de partir de nós mesmos, desde ontem. O momento de apagar as luzes por uma hora é apenas simbólico, é como bater o centro de campo. É preciso encontrar outras maneiras adicionais de reduzir a liberação de materiais que se acumulem na natureza e que comprometam os recursos naturais, comprometendo, assim, nossa sobrevivência neste mundo. Maneiras adicionais essas que possam ser aplicadas no cotidiano por todos.
                    Entendo que o mundo precisa mesmo de luz, muita luz, mas de outros tipos de luz: a luz moral, a luz do bem, a luz da justiça, a luz da paz, a luz da fraternidade, a luz da virtude, a luz do amor, enfim, de todos tipos de luzes abstratas que não podem ser descritas com palavras nem com imagens, que não deixem mais cegos e que nos iluminem de verdade.
                    
                     "Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus".

                     Mateus 5, 14-16



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