Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.

Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Limbo da mediocridade



Como você já deve saber, um dos assuntos mais discutidos em redes sociais, de um mês para cá, foi o fato singelo, banal e insignificante de uma moça estar no Canadá. Tudo começou com um comercial de um novo prédio de apartamentos veiculado por uma emissora de TV em João Pessoa, ao final do qual o ator diz que reuniu toda sua família para conhecer o novo apartamento, menos sua filha, que estava no Canadá.

Ninguém podia imaginar que o fato de a moça estar no Canadá viraria um clichê, não apenas naquela cidade, mas em todo o país e fora dele. Ninguém também contava que a fulana, que é apenas citada no comercial, mas não aparece nele, existisse de verdade, que realmente fosse filha do ator e que realmente estivesse no Canadá. A realidade e a ficção se uniram.


As redes sociais servem para aproximar as pessoas e agilizar transmissão de informações, mas também fazem sensacionalismo demais em relação às coisas fúteis. Na verdade, não só as redes sociais, mas a mídia em geral. Se alguém escreve alguma coisa aprazível e construtiva, como um elogio, uma mensagem motivacional ou uma notícia boa, por exemplo, passa batido. Mas, se alguém desabafar por escrito algum impropério, achando que ninguém vai ler, como uma mensagem de preconceito, por exemplo, a mídia divulga aos quatro ventos. Em suma, por que será que damos mais valor à divulgação de informações desagradáveis e fúteis em detrimento da transmissão de conhecimentos e valores positivos??? Já parou para pensar nisso???
Se a fulana está ou não no Canadá, se vai voltar para lá ou não, isso não importa. Só sei que alguns dos meus ex-professores da faculdade, na cadeira de atenção básica à saúde, estão no Canadá. Realizar um mestrado ou doutorado em saúde pública no Canadá é o sonho de consumo de muitos profissionais da saúde que acreditam que aquele país seja o modelo de sistema de saúde pública para o mundo. Talvez eles tirem essa conclusão só porque os serviços de saúde de lá sejam 100% públicos. Não cabe a mim discutir isto agora. Só sei que deveríamos nos dar mais ao respeito e ver com reservas nossas relações diplomáticas e comerciais com o Canadá.
Não sei se você se lembra, mas, há onze anos, eles embargaram as importações de carne bovina brasileira, sob acusação de estar contaminada com o “mal da vaca louca”. Estados Unidos, que é vizinho forte na América do Norte, e México, o primo pobre que é uma verdadeira “Maria vai com as outras”, pegaram carona. Aquele embargo estaria relacionado com uma disputa internacional entre as indústrias de aviões brasileira e canadense. Aquilo causou uma grande revolta nacional. Produtos canadenses passaram a ser boicotados ou mesmo destruídos. Cidadãos canadenses foram hostilizados por aqui. Até emissoras de rádio se recusaram a executar músicas de artistas canadenses. Saiba mais em http://www.fea.unicamp.br/deptos/dta/carnes/files/Brasil_x_Canada.pdf e http://veja.abril.com.br/140201/p_034.html


Ano passado, estive na Argentina para participar de um congresso. Logo ao desembarcar, uma coisa que me chamou a atenção foi um aviso dirigido aos procedentes dos EUA, da Austrália e do Canadá, cobrando deles uma “taxa de reciprocidade” de cerca de 150 dólares americanos. Motivo: esses países cobram esta mesma taxa de todos os viajantes que entram neles. Por que o Brasil não se dá ao respeito e não segue o exemplo argentino???
Finalmente tomamos uma atitude contra a Espanha, famosa por sua arrogância e preconceito contra os brasileiros: http://blog.opovo.com.br/blogdomourao/brasil-endurece-com-turistas-espanhois/.
Há uma luz no fim do túnel para você que pretende tentar a sorte e ir ao Canadá: http://www1.folha.uol.com.br/turismo/958745-acordo-aereo-entre-brasil-e-canada-facilitara-viagens-nos-dois-paises.shtml.
Não pago pau para o Canadá, nem para os EUA, nem para a Espanha, nem para o Reino Unido, nem para nenhum outro país que não o meu. Prefiro me valorizar e me poupar para frequentar lugares onde sei que serei bem recebido.



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