O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Flagrante do cotidiano 2


  
            O vídeo acima foi gravado em horário de pico, na semana passada, na rua Costa Mendes, sob o viaduto da avenida José Bastos, no bairro Rodolfo Teófilo, em Fortaleza. O motivo daquele engodo fora do comum no local para um fim de tarde é que as intermináveis obras do Metrofor bloquearam quase todas as conexões entre as avenidas José Bastos e João Pessoa, restando apenas aquele trecho para comunicar as duas vias e que tem sido, então, uma das poucas alternativas viáveis para aqueles que se dirigem do Hospital das Clínicas em direção à Aldeota.

            Os problemas do trânsito de Fortaleza não param por aqui. A cada dia que passa, a cidade fica mais viscosa, porque as ruas ficam mais entupidas de veículos. Some-se ao fato de termos a tradição de vivermos comprando carros novos, especialmente carros importados, logo que são lançados no comércio, o fato de que se multiplicam canteiros de obras em vias públicas pela cidade. A administração pública está em fase maníaca, quebrando várias ruas e avenidas simultaneamente, complicando o trânsito daqui, que já é quase tão complicado quanto o de São Paulo.

             Depois que voltei a morar em Fortaleza, notei algumas peculiaridades no seu tráfego, tais como: aqui, os carros enfileirados só começam a se movimentar, quando o sinal fica vermelho; aqui, não existe mais hora do rush, o tráfego é intenso e lento, em determinadas ruas e avenidas, a qualquer momento, mesmo nos finais de semana e nos feriados, o que, por vezes, me leva a pensar se não haveria algum grupo de pessoas que recebe algum pagamento para passar o dia andando em círculos pela cidade, ou até mesmo, dando voltas em alguns quarteirões, só para fazer volumes nas ruas. Aqui, como em todo lugar, quando chove, o trânsito sempre fica mais lento, mesmo sem áreas de alagamento. Justo naqueles dias em que se poderia esperar que a maioria das pessoas procurassem não sair de casa são justamente os dias em que as ruas ficam mais abarrotadas de veículos.

              Se você mora em outra região do país e pretende vir morar aqui em busca de qualidade de vida, esqueça. Aqui, nosso padrão de violência difere um pouco do que se vê no eixo Rio - São Paulo, onde os níveis de violência parecem ser maiores devido à truculência dos criminosos, mas Fortaleza já é o tipo de lugar onde alguém sai para trabalhar pela manhã, mas só consegue chegar ao trabalho, no final do expediente. Então, inicia a jornada de volta para casa e só consegue chegar ao lar quando está na hora de sair outra vez.

              Apesar de ter o privilégio de estar morando perto de meu principal QG, sinto saudades de Sobral. Sair de casa e andar pelas ruas daqui no cotidiano não é a mesma coisa que estar lá. Noutra oportunidade, quero conversar mais sobre isto.

              Encerro a postagem com um vídeo que mostra em que pé andam as obras do Metrofor, que, por sinal, estão aceleradas, de uns meses para cá. Conversaremos mais sobre o Metrofor e os outros metrôs do Estado noutra ocasião.  




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