Viva São João!!!

Viva São João!!!
Felizes Festas Juninas.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sábado, 23 de março de 2013

Montanha russa


                          Uma das coisas mais importantes que aprendi, sobre mim mesmo, nas últimas semanas, foi que minha vida nunca se pareceu tanto com uma montanha russa, como nos últimos dois anos, porque ela nunca esteve tão cheia de altos e baixos e, por vezes, me deixou até de cabeça para baixo.



                          Ao longo de dois anos, tenho experimentado momentos de ascensão e de queda. Houve fases em que sentia que estava prestes a ter ganhos em rendimentos e em qualidade de vida, alternadas com fases em que precisava trabalhar mais e me desgastar mais para manter meu padrão de vida e conseguir pagar minhas contas. São dois ciclos paralelos de altos e baixos: um ciclo em anos e outro em meses.


                          No primeiro ano, minha vida estava em ascensão. Comecei trabalhando muito e ganhando relativamente pouco. Aos poucos, as coisas foram se invertendo, até que atingi um patamar mais elevado, no segundo ano, mesmo continuando a me sentir sobrecarregado. Passei a trabalhar menos e ganhar um pouco mais. Nunca consegui sair do vermelho, durante este período, porque, quanto mais faturava, mais as dívidas aumentavam, porém conseguia manter tudo sob controle, até um determinado momento em que minha vida começou a despencar. Perdi alguns de meus trabalhos. Minhas fontes pagadoras começaram a secar. Portas e janelas começaram a se fechar para mim. Meus caminhos começaram a se estreitar cada vez mais e me sinto cada vez mais sufocado.


                           Este ano começou difícil para mim, e a tendência é desoladora. Quando pensei que as coisas iam melhorar, pioraram. A estiagem promete ser longa, para o povo nordestino e para mim. Vejo miragens no deserto, a cada dois meses, pois, como muitos de meus trabalhos não são fixos e não me propiciam, portanto, horários fixos de trabalho e rendas fixas, então, há meses "gordos", nos quais vejo luzes no fim de um túnel, alternados com meses "magros", em que nada acontece.


                           Parece que estou vivendo em tempos de grandes crises econômicas e sociais, como aquela histórica depressão mundial de 1929, causada por uma queda das ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Poucos estão dispostos a contratar meus serviços. Em muitos daqueles trabalhos que gostaria de estar não me querem. Estou me sentindo um touro reprodutor, porque, em alguns daqueles lugares, só me chamam para cobrir os turnos dos funcionários faltosos ou de férias.


                           Voltarei a falar sobre estas coisas em breve, mas quero encerrar dizendo que ainda tenho a esperança de saltar fora desta montanha russa um dia. Tenho fé em Deus que ainda vou conseguir levar uma vida estável, com emprego e renda estáveis. O problema é me manter vivo até lá, enquanto estiver subindo e descendo, por vezes de cabeça para baixo, nesta montanha russa. No final desta postagem, um clipe de uma música que expressa bem o que estou passando.


                           Antes de finalizar, preciso lembrar que, neste sábado, às 20:30, nos fusos horários dos lugares onde estivermos, temos a edição de 2013 da Hora do Planeta. Apagaremos boa parte das nossas luzes, durante uma hora, para tentar iluminar o mundo, lembrando-o dos riscos do aquecimento global. Pretendo fazer minha parte. E você???




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