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"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."

João 1:14

Boas Festas

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Desejamos a todos um Feliz Natal, um 2019 de bênçãos e vidas plenas de sentidos.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

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Feliz 2019

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Meu jeito 2


                          Como já devo ter dito antes, desde que tenho me dedicado à arte de escrever, mais como um diletante que como um profissional, aumentou meu interesse pelo refinamento desta arte de escrever, e, consequentemente, pelo estudo aleatório da Língua Portuguesa.


                          Confesso que ainda não estou completamente a par das regras do novo acordo ortográfico dos países lusófonos, que foi concebido há cerca de quatro anos, deveria ter sido implementado em definitivo até este ano, mas o prazo para sua implementação e oficialização foi prorrogado até 2016. No entanto, procuro aplicar na confecção de meus alfarrábios as poucas regras que conheço, tais como a supressão do trema, que foi extinto, e dos acentos agudo e circunflexo em palavras como "ideia" e "voo", respectivamente, bem como das novas maneiras de escrever palavras como "pararraios" ou "para-raios" e "paraquedas", por exemplo.

                          Como já devo ter dito antes, não tiro meu chapéu para a programação da Globo, no entanto, acho que iniciativas como o quadro "Soletrando", do programa "Caldeirão do Huck", são válidas, porque, servem como exemplo, mesmo não sendo dos melhores, para estimular as pessoas a reaprenderem palavras velhas que elas acham que conhecem, que sabem pronunciá-las, que sabem grafá-las ou em que contextos empre-las, e a aprenderem palavras novas, raramente empregadas no cotidiano.

                          Tudo bem que a Língua Portuguesa, que é o principal substrato das nossas linguagens verbal e escrita, quiçá não seja o mais belo e mais popular idioma da face da Terra, exceto para nós, lusófonos, mas precisamos estudá-la bem, precisamos entendê-la bem, para aprender a cuidar bem dela, que é nossa mais básica ferramenta de trabalho e de vivência em sociedade.  

                          Em alusão à passagem do último dia 7 de janeiro, Dia do Leitor, saúdo vocês, leitores deste blog e da blogosfera e os leitores em geral, seja de material virtual ou de material impresso. Saúdo também aqueles que contribuíram com qualquer material de leitura, ao longo da história da humanidade, especialmente algum material que viesse a calhar para contribuir com o desenvolvimento do aprendizado de uma língua e do uso adequado de uma linguagem, como o escritor e professor cearense Adriano Espínola, por exemplo, por seu poema "Língua-mar", recitado a seguir, mostrando metaforicamente como chegamos até estas plagas, surfando desde a Europa, com nossa Língua Portuguesa. Saúdo também os professores de quaisquer idiomas, especialmente os professores de Língua Portuguesa, como o saudoso professor cearense Itamar Filgueiras, por exemplo, que se eternizou, há quase um ano, e que foi uma espécie de Pasquale cearense, por ter sido um dos mais notáveis militantes da arte de ministrar o mais correto uso da ferramenta gramática da Língua Portuguesa, em nossa região, até o fim de sua vida terrena. Saúdo, por fim, aqueles demais que contribuíram com todo aquele material que tive de digerir, para ser aprovado em vestibulares, em seleções para residências médicas e em concursos públicos.


                          Falando nisso, correu-me agora que 2013 será um ano de memórias. Tenho muitas histórias para contar, a respeito de situações que passei, quando tive que digerir aquele material mencionado acima e passar por aqueles desafios. Por hoje, ficamos por aqui. Se escrever mais que isso, terei de me deitar em um divã. Vamos ao poema "Língua-mar", de Adriano Espínola:  
     
A Língua em que navego, marinheiro,
Na proa das vogais e consoantes,
É a que me chega em ondas incessantes
Na praia deste poema aventureiro.

É a Língua Portuguesa — a que primeiro
Transpôs o abismo e as dores velejantes,
No mistério das águas mais distantes,
E que agora me banha por inteiro.

Língua de sol, espuma e maresia,
Que a nau dos sonhadores-navegantes
Atravessa a caminho dos Instantes,
Cruzando o Bojador de cada dia.

Ó Língua-Mar, viajando em todos nós!
No teu sal, singra errante a minha voz.


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