O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pensamentos dadaístas


                         Ultimamente, tenho andado com a cabeça meio oca, meio para baixo, meio sem inspiração para escrever, mesmo abastecendo regularmente. Esse trabalho tá me deixando um trapo. Fazer o quê? Preciso dele para manter as contas em dia. E em noite também. Para manter a mente e o blog em atividade, vou publicar aqui hoje, e quando eu não tiver o que escrever, alguns de meus pensamentos avulsos, sobre temas variados. Por isso, essas postagens chamar-se-ão "Pensamentos dadaístas", porque serão compostas de pensamentos aleatórios.

                          Então, você não entende o porquê do nome dadaísta? Bem, no início do século XX, havia uma corrente literária precursora do modernismo chamada dadaísmo, criada por artistas como o romeno Tristan Tzara, por exemplo, baseada na colagem aleatória e irracional de palavras, frases, ideias e imagens para constituir obras de arte, fossem poemas ou quadros.

                          Então, feitas as devidas explanações, deixe-me expor os pensamentos de hoje.


                          Você deve ter ouvido falar que a Guerra das Malvinas completou trinta anos, este mês, e que a Argentina volta a reivindicar seus direitos sobre aquelas ilhas. Bem, eu penso que a Argentina devia parar com isso.

                          Ainda não está historicamente bem claro quem tem direito à posse daquelas terras, ou seja, quem fincou sua bandeira primeiro, mas seria melhor deixarem as Malvinas com os ingleses mesmo. A maioria da população da ilha é de origem anglo-saxônica, com uma cultura completamente diferente da cultura argentina. Além disso, seria só mais um peso nas costas do povo argentino, que devia deixar o orgulho e a vaidade de lado. Em 1982, um governo militar e ditatorial lançou a Argentina naquela guerra, talvez com o intuito de desviar o foco das atenções do povo dos problemas internos para uma causa latente e perdida, do mesmo modo que, durante a Segunda Guerra Mundial, os governos de Alemanha, Itália e Japão fizeram seus países invadirem países vizinhos e baterem de frente contra os Aliados, instigando a população com discursos demagógicos inflamados.
                           Por que, depois de tanto tempo, volta a florescer esse interesse repentino pelas Ilhas Malvinas, um lugar aparentemente meio sem graça??? Seria por causa da suposta descoberta de petróleo na região??? Neste caso, se esta informação for confirmada, logo mais, a Argentina não será a única a disputar as Ilhas Falkland ou Malvinas, como preferir. Não ficarei surpreso se, logo mais, surgirem rumores de uma base da Al Qaeda ou da presença de armas de destruição em massa nas Malvinas. Será a gota d'água para uma nova guerra mundial.
                           Bem, a postagem de hoje acabou não sendo tão dadaísta como eu esperava. Eu acabei escrevendo demais sobre o mesmo assunto. Mas não tem nada não. Amanhã tem mais postagem, mas continue lendo esta.

                           Fecho a postagem com um clipe de uma canção que o ex-beatle Paul McCartney, que estará se apresentando em Recife, no próximo final de semana, gravou, provavelmente inspirado naquele contexto da Guerra das Malvinas, há trinta anos. Eu disse "provavelmente", porque tenho em casa um álbum desse artista com um LP de vinil que contém essa canção. No álbum "All the best", uma coletânea com os maiores sucessos da carreira de Paul gravados até 1987, o nome "Pipes of peace" aparece ladeado por um desenho no qual duas mãos se cumprimentam. Na manga que cobre uma delas há a bandeira inglesa, na outra, a argentina. Talvez uma maneira indireta de se posicionar contra aquela guerra.
                           Você se deleita agora com "Pipes of peace". Veja também os convites que ele faz a você que tiver oportunidade de comparecer aos shows dele em Recife, neste sábado e domingo.













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