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domingo, 9 de setembro de 2018

Setembro Amarelo



                         Um terço do mês já se foi, praticamente, mas ainda cabe aqui chamar a atenção para o principal tema da área de trabalho de setembro, que é o amarelo. Certamente, você já ouviu falar do Setembro Amarelo, que é uma campanha de prevenção ao suicídio, considerado um grave problema de saúde pública. É uma campanha promovida inicialmente no Brasil por entidades como, por exemplo, Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e difundida e apoiada por outras entidades públicas e privadas. O sentido dela vai muito além do uso daquela fitinha amarela na lapela da camisa, na página da Internet ou no perfil de uma rede social. É preciso compreender e incorporar o significado dessa mobilização.


                         Você talvez esteja se perguntando o porquê de se preocupar com a vida de seu vizinho, por exemplo, que pode estar com muitos problemas e pensando em desistir da vida, drástica e forçosamente. Afinal de contas, por que valorizar tanto a vida, em qualquer forma? A vida em geral, principalmente a humana, tem um valor inestimável, e não pode ser desperdiçada. A vida é a base de tudo, onde tudo acontece e onde tudo existe. Fora da vida, o que há? Por isso, normalmente procuramos nos manter vivos e manter nossos entes queridos vivos. Às vezes, vem o amor para facilitar, embora não se saiba ao certo o papel dele.


                         Dizia um personagem de uma série de TV americana dos idos de 1960 baseada na rotina de trabalho dos médicos: "Nosso papel é manter as pessoas vivas. Não dizer a elas como viver". Grosso modo, ele tinha razão, mesmo defendendo que o médico deveria se manter distante e insensível ao modo de vida do paciente. O objetivo fundamental de quem trabalha na área de saúde, além de uma necessidade inata e presumida de qualquer ser humano, é a valorização e a preservação da vida humana, mesmo sabendo que ela tem limites. 


                         A diferença é que o profissional da saúde presumidamente dispõe de treinamento, recursos e mecanismos para assim proceder. Se, por um lado, é desumano estender a vida além dos limites racionais, com sofrimento e sem qualidade, por outro lado, não é permitido cruzar os braços e ver a vida escapando por entre os dedos. Entende-se que há um limite para a longevidade, sobre o qual voltaremos a conversar, mas uma coisa é temer a morte, outra coisa é querer antecipá-la. Quais os limites da vida? Ela é tridimensional ou não? E se a vida e o tempo se confundem? A vida é algo dinâmico, que não para, nem retrocede, porque está sempre em movimento e adiante.


                         É difícil sensibilizar e conscientizar o cidadão comum sobre a importância de prevenir suicídios, quando se está imerso num meio em que muitas pessoas ainda morrem violenta e involuntariamente. Porque o cidadão comum que não tem parentes ou amigos com transtornos mentais ou que não se considera portador de transtorno mental não pensa na possibilidade de um parente ou amigo seu, ou até mesmo ele próprio, vir a cometer suicídio. Ele está mais preocupado com a possibilidade de um familiar, amigo ou ele mesmo vir a morrer num acidente de trânsito ou pelas mãos de um assaltante. Ele quase sempre pensa que suicídio é pros fracos, até que acontece uma tentativa ou ato consumado bem próximo. Daí a importância da desmitificação e conscientização sobre o suicídio. Falar sobre o suicídio pode não resolver por completo, mas ajuda bastante. Por isso, continuaremos conversando a respeito.


                         Tenha uma boa semana e bons restantes de mês e de ano.



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