O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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domingo, 25 de maio de 2014

Heróis e vilões


                       Na política, em qualquer lugar do mundo, observe que o herói de ontem é o vilão de hoje, e o herói de hoje, o vilão de amanhã. Assim aconteceu com Fidel Castro e com Ernesto "Che" Guevara, por exemplo, que têm seus méritos, por terem lutado para libertar o povo cubano de um governo ditatorial que estava instalado. O problema é que eles se acomodaram ao poder, e seus grupos políticos estão lá, até hoje, e acabaram assumindo as mesmas posturas de seus inimigos do passado.


                        Do mesmo modo aconteceu com Muamar Kadafi. Ele chegou ao poder na Líbia, quando seu povo estava sendo oprimido pelo governo anterior. Por isso, foi, em princípio, bem acolhido, mas acabou deposto e assassinado, há alguns anos. No Brasil, quando Lula chegou ao poder, foi bastante aclamado, porque trazia ideias novas e representava inovação. Com o tempo, seu governo e seu grupo político tiveram suas imagens desgastadas e perderam a eficiência de outrora. Hoje já não são mais benquistos por boa parte do povo brasileiro.

                        No Ceará, quando Tasso Jereissati assumiu o governo estadual, em 1987, ele foi bastante votado e aclamado pelo povo, porque representava uma ruptura com um modelo de governo antigo ao qual o Estado estava sujeito. Com o tempo, seu modelo de governo também se tornou desgastado, falho, obsoleto e indesejado. O mesmo aconteceu com Luizianne Lins, ex-prefeita de Fortaleza, que governou o município em dois mandatos, de 2005 a 2012. Ela também foi bem recebida pelo povo fortalezense, porque aparentemente trazia novidades, mas deixou o cargo sob forte rejeição. 

                        Os exemplos supracitados mostram que muitos jovens entram na política cheios de ideais vindos do coração, como se fossem super-heróis, tais como lutar contra os poderosos para defender os fracos e os oprimidos, por exemplo. Com o tempo, esses jovens tornam-se iguais aos poderosos contra os quais queriam lutar e, por vezes, se aliam a eles, correndo o risco de amadurecerem ao ponto de se corromperem e apodrecerem. Quiçá aqueles super-heróis não tenham ideais tão nobres assim, mas, quando eles surgem com ares de renovação, a própria sociedade cria mitos e expectativas em torno deles.
 


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