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Nossa missão: Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

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sábado, 4 de janeiro de 2014

Barrados no baile


                          Noite de sábado, 28 de dezembro. Saí com uns amigos a procura de um bar ou de um restaurante onde pudéssemos comer e ver em um telão aquela badalada luta entre o brasileiro Anderson Silva e o americano Chris Weidman, uma revanche na qual o brasileiro tentaria resgatar o cinturão dourado do UFC (Ultimate Fight Championship). Não foi desta vez. Como você já deve saber, um golpe mal calculado aplicado pelo lutador brasileiro comprometeu sua integridade física gravemente e, consequentemente, a continuidade da luta.
 
                          Quanto a mim, já havia reservado o evento para vê-lo em casa, junto a minha operadora de TV por assinatura. No entanto, após muita insistência dos amigos e por muita consideração a eles, decidi sair de casa e tentar assistir a luta com eles fora. Procuramos em quase toda a Fortaleza por um bar ou um restaurante onde houvesse vagas para estacionar. Quando encontramos onde estacionar, os estabelecimentos já não mais possuíam mesas com cadeiras disponíveis, e alguns deles cobravam ingressos individuais ou por mesas, mas os seguranças já estavam restringindo os acessos às áreas internas. Melhor assim, para tentar evitar que se repita o que aconteceu na boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, há quase um ano.

                          Ainda sim, fiquei sabendo que, naquela mesma noite, num badalado restaurante da cidade, pelo qual não havíamos chegado a passar, houve um pandemônio. Mesas, cadeiras, portas e janelas, tudo quebrado. Ouviram-se tiros. Houve gritaria e correria. Uns dizem que tudo teria acontecido pelo fato de o restaurante situar-se em uma área crítica da cidade, no tocante â segurança pública. Outros dizem que houve apenas uma briga. Seja o que for, ainda bem que não fomos.

                          Então, quanto à mim, não me restou outra coisa a fazer, a não ser voltar para casa, com o rabo entre as pernas, e acompanhar as lutas preliminares e a principal, no confortável abrigo do lar, sozinho.

                          Depois daquela noite, (re)aprendi que preciso ser mais firme nas minhas opiniões, nas minhas vontades e nas minhas decisões. Preciso ser mais focado em meus projetos. Preciso não ser mais tão maleável, nem tão influenciável, e não mudar mais tanto de ideia, quanto estiver prestes a tomar alguma atitude, para não me arrepender depois.
 



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Moral da história

Moral da história