O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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domingo, 14 de dezembro de 2014

Reflexos das mudanças




                      Em se tratando de eleições, o eleitor geralmente procura votar num candidato com quem mais se identifica ou com quem menos antipatiza, com cujas atitudes concorda ou que atenda pelo menos em parte aos seus interesses, de seu grupo ou de sua comunidade. Nessas eleições, enquanto uma parte do eleitorado queria mudanças mais rápidas e mais profundas para o Ceará e para o Brasil, a outra parte mostrou-se beneficiada e satisfeita com as políticas dos governos atuais e preferiu as permanências deles.


                       O candidato em geral é o espelho do eleitor. Por isso, algumas propagandas institucionais da Justiça Eleitoral veiculadas na TV procuraram conscientizar o eleitor a respeito de sua responsabilidade com seu voto e das possíveis consequências de eleger um candidato inconveniente cuja imagem acompanhe o eleitor aonde ele for.

                       Sabemos que você também deve ter recebido insultos, por causa de seus votos, mas isso não quer dizer que você deve se expor e se desgastar, tentando justificá-los publicamente. Você tem o direito de mantê-los em sigilo, se quiser, e só deve realmente dar satisfações de sua consciência política a Deus e a mais ninguém.

                       Você pode ter sido chamado por adjetivos como, por exemplo, playboy, empresário,  burguês, reacionário, mercenário, pobre, burro, analfabeto, vagabundo ou comunista. Mas Deus sabe que você não é essas coisas. Você é apenas mais uma pessoa que precisa trabalhar, quase todos os dias da semana, para tentar sustentar a casa e manter as contas em dia, mas que, por vezes, precisa sustentar e perder tempo com pessoas que não podem, não precisam ou não querem fazer as mesmas coisas que você faz.
 

                        De qualquer maneira, esperamos que você ainda consiga se olhar no espelho, todas as manhãs. Se alguma coisa der errado, daqui por diante, que cada um possa assumir sua cota de responsabilidade pelos destinos do Estado e da nação.

                        Tenha um bom domingo.






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