Viva São João!!!

Viva São João!!!
Felizes Festas Juninas.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

Display

Pesquisar neste blog

Inscreva-se e siga nossa newsletter

Translate us (traduza-nos)

domingo, 12 de outubro de 2014

Birra





                      Como hoje é o Dia das Crianças, vamos falar um pouco sobre um problema que, aparentemente afeta muitas crianças nas Américas, sejam elas ricas ou pobres, mas parece não afetar as crianças francesas.


                      A manchete acima faz referência a uma notícia publicada em diversas páginas da Internet, e o seu link aponta para um texto bastante polêmico, que questiona a existência de um transtorno conhecido como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), além de apresentar-nos que, na França, raramente é dado o diagnóstico desse transtorno, enquanto nos Estados Unidos, ele é bastante comum.

                      Se você tiver a oportunidade de ler, verá que a matéria é um tapa na cara daqueles que tendem a seguir a linha mais radical da psiquiatria biológica, pois o texto expõe algumas limitações que enfrentamos na psiquiatria.

                      Como já foi dito, querendo ou não, precisamos reconhecer a existência de componentes biopsicossociais como determinantes na instalação e no prognóstico de transtornos mentais. Ainda somos obrigados a admitir, e isso, por vezes, nos faz sentirmo-nos impotentes e pensar que nossos psicofármacos são completamente inúteis, se os pacientes não tiverem suportes social e familiar adequados, por exemplo.

                      No Brasil, se nós, profissionais da saúde, não temos essa visão biopsicossocial, os familiares e cuidadores dos nossos pacientes, ou até mesmo os próprios pacientes, a tem, grosso modo. Se não a tivessem, não veriam os transtornos mentais, inclusive o TDAH, como passaportes para conseguir aumentos nas rendas familiares, por meio dos benefícios previdenciários, por exemplo. Porque a saúde e a previdência social parecem andar sempre de mãos dadas, por mais que se tenham empreendido esforços para dissociar aquelas entidades, de uns trinta anos para cá.

 
                       Encerramos dizendo que o TDAH existe mesmo e é um transtorno mental, assim como a depressão e a esquizofrenia, por exemplo. Então, não pode ser encarado como "frescura". Se as famílias francesas conseguem disciplinar seus filhos e minimizar as ocorrências das manifestações do TDAH em seus lares, reforça-se a ideia de que eles conseguiram controlar os possíveis componentes ambientais que poderiam predispor suas crianças a desenvolver o transtorno, mas não quer dizer que ele não exista. Ainda temos muito que aprender com os franceses.

                       Tenha um bom domingo e Feliz Dia das Crianças para seus filhos, se os tiver. 

                       Agora, saia da frente deste computador e vá brincar com eles, por favor. 





************



Nenhum comentário:

Postar um comentário