Um novo espaço para apresentação de desabafos e de pensamentos mais maduros a respeito de notícias e de episódios do cotidiano dos quais tomamos conhecimento.
Dando continuidade à sequência de reflexões sobre a prática médica, saudamos o dr. Tony Harrison, médico psiquiatra atuante em Fortaleza e Região Metropolitana, nosso leitor e colaborador, juntamente com seus antigos companheiros de faculdade, que estão completando cinco anos de formatura.
Abaixo seguem listadas as seis principais competências esperadas de um médico bem formado, segundo a escola médica onde o dr. Tony se graduou, em Sobral:
1. Conhecimento técnico e científico;
2. Compromisso ético e social;
3. Capacidade de comunicação;
4. Capacidade de trabalho em equipe;
5. Capacidade de tomada de decisões;
6. Capacidade de se manter em estado de educação permanente.
Espera-se que o médico tenha acumulado conhecimento técnico e científico em quantidade razoável e aprendido a aplicá-lo, ao longo de sua formação, que deve ser infindável e atualizada sempre, para que ele possa falar ou escrever com firmeza e autoridade sobre aquilo que pensa e que sabe.
O conhecimento deve ser aplicado dentro dos parâmetros legais, éticos e morais, em prol do bem estar do ser humano e da comunidade, e, dentro desses mesmos parâmetros, o conhecimento deve ser comunicado a todos, em linguagem acessível, de acordo com as seguintes características de quem ouve: capacidade de discernimento, interesse, relevância e pertinência.
Quem for detentor de algum conhecimento não deve se considerar dono dele, tampouco dono da verdade. O conhecimento deve ser partilhado com os demais membros da equipe de trabalho, que não devem ser vistos como empecilhos, mas como auxiliares. Trabalhar em equipe nem sempre é fácil. Principalmente em se tratando de uma equipe multiprofissional. Cada um tem a sua visão de mundo e a sua verdade, como os poetas. Em vez de se digladiarem, por conta de suas posições divergentes, porque não consideram somá-las, a fim de construir algo???
O conhecimento deve ser aplicado no exercício da habilidade de tomar decisões, com as maiores solicitude, agilidade, precisão e exatidão possíveis. Porque essas decisões podem ser divisores de águas entre a vida e a morte.
Enfim, o conhecimento é a base de tudo. Por meio do conhecimento, com o tempo, vem o reconhecimento. Ele é a base, mas não é tudo. Como dito, quem o detém não deve se considerar seu dono absoluto, tampouco deve considerar que tenha toda a riqueza do mundo, embora tenha alguma riqueza, ou se considerar o dono da verdade. Portanto, quando sentir falta de algo em sua vida, tenha humildade suficiente para admiti-lo.
Encerramos por aqui, saudando mais uma vez o dr. Tony e seus colegas pelos cinco anos de educação continuada. Em sua maioria, eles talvez comemorem esta data fazendo o que sabem fazer melhor: trabalhando. Relembramos seu Chico Branco, avô materno do dr. Tony, que viajou para a oficina de Deus, há um ano, na mesma data em que John Lennon também foi, há trinta e cinco anos.
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