O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sábado, 19 de abril de 2014

Folia


                       Como já foi dito, a criminalidade sempre se intensifica, nas vésperas de grandes feriados, como este da Semana Santa, por exemplo. Os crimes mais ousados e mais hediondos sempre podem acontecer, e acontecem, a qualquer momento, em algum lugar do Brasil. As autoridades já deveriam estar preparadas para enfrentar melhor estas situações. Latrocínios praticados por motoqueiros em São Paulo, por exemplo, acontecem todos os dias, mas adquirem significado especial, em dias como estes.



                       Veja o que aconteceu recentemente na Bahia, por exemplo, onde os policiais militares deflagraram greve, durante alguns dias. Foi o suficiente para que um espírito animalesco possuísse parte da população de Salvador e a desordem reinasse naquela cidade. Foi o mesmo espírito que tomou conta de muitos dos participantes daqueles protestos ocorridos em várias cidades brasileiras, há quase um ano, e que conduziu-os a cometerem excessos e atos ilícitos, chegando a depredarem patrimônios públicos e privados, movidos pelo efeito das massas e pela convicção da impunidade.


                       No caso de Salvador, o que se viu foram pessoas que certamente não costumam cometer crimes e que talvez não tenham folha corrida, mas que moram em comunidades carentes e vivem na fronteira entre a vida ordeira e a criminalidade, tirando proveito da situação e saqueando lojas e supermercados, como se tivessem sobrevivido a um terremoto ou a um tsunami e estivessem buscando a todo custo provisões para sobreviver. O estado de calamidade pública foram elas mesmas que instalaram, ao praticarem aqueles saques. Não havia justificativas para o que aconteceu, a não ser puro oportunismo, mesmo que elas estivessem em busca de alimentos, em vez de eletrodomésticos.


                        Não queremos parecer preconceituosos, mas aquelas pessoas que praticaram os saques parecem ser o mesmo tipo de pessoas que, apesar de receber benesses do poder público, tais como Bolsa Escola e Bolsa Família, por exemplo, costumam aparecer nos meios de comunicação fazendo caras de vítimas e reclamando que falta isso ou aquilo em suas comunidades. E, como já foi dito, esse tipo de pessoas está partindo para a ignorância, em muitos lugares, dando vazão às suas queixas e frustrações por meio da violência, incendiando ônibus, por exemplo, e agravando o que já está caótico.


                        Enfim, este ano, os brasileiros, especialmente os baianos, tiveram uma Semana Santa que mais pareceu um Carnaval. Oxalá isto mude, nos próximos anos.



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