O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Christmas time is here again - The Beatles

Desejamos um Feliz Natal e um 2018 de bênçãos.

Desejamos um Feliz Natal e um 2018 de bênçãos.
Que não se percam os verdadeiros sentidos do Natal e da vida.

Boas festas

Boas festas
Desejamos um Feliz Natal e um 2018 de bênçãos.

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Emoções


                       O final de semana passado foi de muitas emoções para os brasileiros, especialmente para aqueles que prestigiaram o show de Roberto Carlos em Fortaleza, na noite de sábado, um show da turnê de comemoração de seu aniversário. O espetáculo foi aberto pelo humorista Tom Cavalcante, que é filho da terra, e pediu que o público cantasse parabéns ao cantor, logo após a primeira canção da noite, que, como sempre, foi "Emoções". Estava em dívida com o cara que ele diz que é e gostaria de sê-lo também. Tinha que estar lá, pois, na minha formatura, desci a rampa ao som de "Emoções".


                       O final de semana passado também foi de muitas emoções para aqueles que acompanhavam o trabalho do ator José Wilker, filho de Juazeiro do Norte, e que foram tomados de surpresa, quiçá ele próprio, quando foi convocado às pressas para trabalhar na oficina de Deus, juntamente com Paulo Goulart, que partiu um pouco antes, levando também a sua vasta experiência em televisão, cinema e teatro.


                       José Wilker se destacava por sua desenvoltura nas telas e nos palcos, atuando e dirigindo seus trabalhos, por seu vasto conhecimento cultural que lhe permitia também trabalhar como crítico de cinema, por exemplo, por seu porte físico, por sua voz e por seu sorriso peculiares, que, certamente, o faziam marcar presença onde estivesse, e, assim, tornou-se um galã das telenovelas em que atuou, sendo bastante admirado pelas mulheres da sua geração e das gerações seguintes.


                       Guardamos boas lembranças de José Wilker, não apenas pelo seu trabalho artístico, mas também por suas atuações políticas. No final desta postagem, há um vídeo gravado poucos dias antes de sua partida, no qual ele critica a falta de perspectivas oferecidas pelo cenário político atual. Nas eleições presidenciais de 1989, as primeiras após o regime militar, vários artistas apoiaram publicamente Luís Inácio Lula da Silva, entre eles José Wilker. Falando em eleições presidenciais, lembramo-nos de quando ele interpretou com maestria o presidente Juscelino Kubscheck de Oliveira, o único médico a ocupar o cargo de Presidente da República, na série JK, em 2006. Conversaremos mais sobre isso.


                       A partida fortuita de José Wilker é lamentável, mas não podemos deixar de lamentar que outras tantas pessoas morrem urbi et orbi todos os dias, mortes por vezes evitáveis e que acontecem em condições piores que a morte do ator, como a morte de mais um operário nas obras do Itaquerão, em São Paulo, por exemplo, morte esta que, aparentemente, foi menosprezada por Pelé, que teria declarado ser algo "normal" e menos relevante que a falta de infraestrutura adequada nos aeroportos. Mais um exemplo de descaso com a vida humana.


                       Enfim, José Wilker se foi, mas, ao contrário do que dizia coronel Jesuíno, seu personagem na versão mais recente da série Gabriela, ainda vamos usá-lo, hoje e sempre, porque ele nos deixou todo o conjunto de sua obra de presente. Como diria o filósofo, não adianta tentar esquecê-lo. Durante muito tempo em nossas vidas, ele ainda vai viver, principalmente se o humorista Filipe Pontes continuar imitando-o no Zorra Total. Que Deus o guarde em bom lugar.






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