Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.

Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Gigante pela própria natureza



           Parece que, desta vez, o gigante acordou mesmo, incomodado pelas picadas dos mosquitos da dengue e pelo barulho que eles fazem em seus ouvidos, além da presença de alguns piolhos que andam por sua cabeça. Esta onda de protestos em várias cidades do Brasil nos dá um prognóstico animador para nosso futuro, mesmo vindo acompanhada por atos de vandalismo praticados por indivíduos oportunistas. Porque a maioria dos que promovem os protestos querem, na verdade, construir um novo Brasil, em vez de simplesmente destruí-lo.


           Esses protestos mostram que o brasileiro está despertando, começando a deixar de pensar apenas no seu e não mais aceitar tudo que vem de cima calado. Como disse um comentarista de uma emissora de rádio, por esses dias, está começando, teoricamente, por estes dias, o inverno no hemisfério sul, mas, na prática, sentimos que o clima está esquentando, e o Brasil, para alguns, ainda está entrando no outono, para outros, já está entrando na primavera, à guisa de exemplo do que aconteceu em países com menos tradição na democracia, como Egito, Líbano, Líbia, Tunísia e Turquia, por exemplo. Países onde, em geral, os governantes se valem da religião para subjugar e oprimir o povo, que se cansou e foi às ruas exigir reformas políticas e sociais.


           Tudo começou com uma manifestação local contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em São Paulo, manifestação que cresceu, alastrou-se Brasil afora e acabou servindo como válvula de escape para as principais insatisfações do povo, ligadas à má prestação de serviços em saúde, educação, transportes e segurança pelo poder público, ligadas à corrupção e à impunidade e ligadas aos gastos questionáveis do poder público com a realização da Copa das Confederações no Brasil, em um momento tão delicado para o país.


           Desta vez, parece que o Brasil vai mesmo parar, de uma forma ou de outra. Há rumores de que diversas categorias de trabalhadores aproveitarão a onda de protestos e deflagrarão paralisações, ao longo dos próximos dias, a fim de também fazerem suas reivindicações. Além disso, há uma mobilização, nas redes sociais, para a deflagração de uma greve geral, no próximo dia 1º de julho.


           Enquanto diversas cidades do país, devido ao contexto delicado de revoltas generalizadas da população, desistiram de reajustar suas tarifas de transportes coletivos ou então reduziram-nas, a Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte reduziu os salários dos professores do município, envergonhando o povo do lugar diante do Brasil e do mundo, enquanto se investe generosamente em festas. Então, aqueles que saíram às ruas de Juazeiro para protestar, na noite da última terça-feira, quase pegaram para Judas o prefeito Raimundo Macedo, que teve de buscar refúgio em uma agência bancária. Fatos como este demonstram o quanto o poder público leva a sério áreas estratégicas como a educação, por exemplo, para não dizer o contrário. Todos sabemos que, no contexto atual, é moralmente inadmissível reduzir os salários dos trabalhadores, por qualquer que seja a razão, haja vista que poucos conseguem receber rendimentos mensais que lhes permitam superar o nosso custo de vida elevado. Enquanto isso, os ordenados de parlamentares e de membros do Poder Judiciário estão intocáveis.

           Por essas e outras, temos mais é que protestar mesmo e dar um basta em tanta patifaria.
       
         

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