Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.

Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sábado, 25 de maio de 2013

Retorno

 
         
                De uns tempos para cá, mesmo sem ter muito tempo para sentar, parar e pensar na vida, tenho sido visitado por algumas lembranças espontâneas de um passado não muito distante. Lembranças que me têm passado a impressão de que a vida, grosso modo, pode ser encarada como um círculo vicioso e que, como disse o filósofo Tim Maia, que se eternizou, há quinze anos, "a vida vem em ondas como o mar". Analisando mais detidamente o transcorrer de minha vida, nos últimos meses, cheguei à conclusão de que, nos últimos quinze anos, minha vida não mudou tanto quanto parece.



                O ano de 1998 A.D. também foi um ano decisivo e de transformações, assim como 2013 está sendo. Lá, havia também um trabalho hercúleo a ser executado por mim. Precisava me organizar e cumprir minha missão, correndo contra o relógio, que também corria cada vez mais rápido. Havia também pelo menos algumas centenas, quiçá milhares de pessoas, na mesma situação. Ninguém sabia o que nos aguardava na linha de chegada daquela corrida. O mais importante era chegar o mais breve possível, invicto e na melhor colocação possível. Conversaremos mais sobre isto em outra oportunidade.


               Assim como hoje, me sentia vagamente feliz, quando o final de semana chegava. Não comemorava internamente o final de semana em si, que sempre foi um período fugaz e pouco produtivo. Até porque meus fins de semana eram e ainda são mais curtos que os das pessoas normais. As provas do colégio eram aplicadas quase todos os sábados. Hoje, trabalho quase todos os sábados. Na verdade, comemorava apenas o fato de que mais uma semana se foi, mas a alegria durava muito pouco. Era só o tempo de tomar um fôlego, trincar os dentes e cair em mais uma semana, porque, logo a segunda-feira dava um novo ar de sua graça. E, assim, dia após dia, semana após semana, mês após mês, o tempo já ia passando tão depressa que, como já devo ter dito antes, os dias, as semanas e os meses acabavam se fundindo. Quanto mais o tempo passava, paradoxalmente desejava que o ano terminasse logo, mas queria agarrar o tempo, porque ainda não me sentia pronto para chegar ao final do ano. Ainda me sinto assim.

                Continuaremos a conversar sobre minhas memórias dos últimos quinze anos, nas próximas postagens. Por hora, deleite-se com o clipe de "Sábado à noite", uma das músicas do Cidade Negra que mais tocava nas rádios, em 1998.



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