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Nossa missão: Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Montanha russa 2



             Você já reparou que, quando estamos na reta final de alguma fase de nossas vidas, quem está observando do lado de fora sempre nos cumprimenta dizendo algo como "daqui prá frente é só correr pro abraço", e que podemos nos dar o luxo de "descer a ladeira na banguela", achando que a guerra já está ganha??? Pois bem, algumas pessoas acreditam que minha vida é moleza, especialmente agora, por estar terminando a residência médica, dentro de alguns meses, e elas dizem que não tenho mais com que me preocupar e que posso me dar o luxo de cruzar os braços, por os pés sobre a mesa e esperar o tempo passar. Não é bem assim, meu caro.


             Tudo bem, vá lá, reconheço que já deixei muita coisa para trás, mas cada um sabe onde o sapato lhe aperta. Não posso cantar vitória antes do tempo, pois a corrida ainda não acabou, e o ano, também não. Ainda há muito trabalho a ser feito, até que, chegando lá, tenha as sensações do dever cumprido e de segurança para dizer que estou pronto para encarar o mundo lá fora. Desta vez, tenho de me esforçar para deixar para trás aquela velha sensação de estar deixando algo para trás.


             Quem faz viagens marítimas e aéreas com frequência sabe que os momentos mais tensos das viagens são as partidas e as chegadas, devido aos perigos inerentes aos procedimentos de desatracagem e de atracagem, bem como de decolagem e de pouso, respectivamente. Como já devo ter dito antes, por vezes tenho vontade de deixar esse tempo que resta correr depressa, mas também tenho vontade de segurá-lo em rédeas curtas para aproveitá-lo melhor e ter mais tempo para tomar algumas decisões. Quanto mais o fim se aproxima, confesso que tenho medo do que posso encontrar no fim da linha. Alguma adversidade que torne a estrada um pouco mais longa ou mais estreita. Nunca se sabe. A estrada pode não ser totalmente reta e pode não ser satisfatoriamente pavimentada.


             Enfim, pode ser que esteja exagerando um pouco, mas ainda há pelo menos cem dias de jornada adiante, durante a qual tudo ainda pode acontecer. Pode ser que as circunstâncias trabalhem para tornar esses cem dias mais longos para mim, o que pode ser bom, mas pode também ser ruim. Esta descida final ainda pode ser íngreme e cheia de lombadas. Devagar e de olhos bem abertos, então.


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