O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

Display

Pesquisar neste blog

Inscreva-se e siga nossa newsletter

Translate us (traduza-nos)

sábado, 24 de agosto de 2013

Retorno 7


                       Em 1998, você deve se lembrar de que um dos eventos mais badalados daquela época foi o nascimento de Sasha, filha da Xuxa, evento mais esperado e mais divulgado que o nascimento do filho do casal Kate Middletton e príncipe Willian, que tomou lugar este ano. Na mídia e nas ruas, não se falava em outra coisa. Até parecia que o Messias, que também é herdeiro de um trono, mas que é bem mais poderoso, ia chegar outra vez, mas, quando Ele veio, pela primeira vez, não houve tantos holofotes acesos. O brilho de uma estrela ganhou destaque no céu, mas a ficha caiu apenas para alguns pastores nos campos e para três reis magos que moravam separados e em países distantes do local onde se deu o evento. 


                       Não sei porque a plebe devota tanta atenção e tanta admiração à essas coisas, e porque a mídia reserva tanto espaço para essas coisas, mesmo sabendo que os objetos de veneração devem estar sobre seus pedestais desdenhando de tanta perda de tempo com tanta bajulação.
    

                       Você também deve se lembrar de que, naquele ano, foi lançado o longa metragem Titanic, cujo enredo era um romance entre indivíduos de classes sociais opostas tendo como pano de fundo o naufrágio daquele lendário navio homônimo. O filme chegou a faturar algumas estatuetas, e, também neste caso, nas ruas e nos meios de comunicação, não se falava em outra coisa. Como já foi dito antes, um filme romântico, porém muito piegas. Não tive saco para vê-lo por inteiro. Fiquei enjoado como se estivesse em alto mar, só pelos abusivos comentários da mídia e das ruas.


                      Enquanto tudo aquilo acontecia, a vida continuava e a travessia do Atlântico para mim continuava solitária e turbulenta. Ainda não entendi como cheguei aqui, sem bater em um iceberg.   

                 
*******


Nenhum comentário:

Postar um comentário