Já é. Já foi.

O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

Display

Pesquisar neste blog

Inscreva-se e siga nossa newsletter

Translate us (traduza-nos)

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Bobos da corte



                        Nós, brasileiros, não temos moral para julgar os ingleses por um costume deles que nos parece bastante frívolo à primeira vista, que é o costume de bajular demais a família real deles, ao ponto de estar sempre com a atenção voltada para ela, principalmente quando nasce um novo membro na família, ao ponto de se formarem bancas de apostas para fazer prognósticos sobre o nome do novo membro. Ou seja, muitos ingleses se comportam como se estivessem acompanhando um reality show diária e permanentemente.


                        Nós, brasileiros, fazemos praticamente a mesma coisa, mas de maneira mais estúpida. Nós nos comportamos como bobos, quando nasceu a filha de uma ex-apresentadora de programa infantil de TV, há vinte anos, e continuamos agindo assim, todos os anos, quando somos mesmerizados por um reality show de TV que reúne indivíduos comuns e fúteis como nós e que aspiram a se tornar celebridades da noite para o dia. Alguns até conseguem, mas de maneira muito fugaz. Alimentamos esse tipo de atração não apenas com nossos televisores ligados na mesma emissora gerando audiência, mas também fazendo ligações telefônicas para votar em quem não deve ser cortado do programa, consumindo produtos e serviços dos patrocinadores e assinando canais fechados que transmitem imagens exclusivas e em tempo real do programa 24h por dia. Ou seja, o nosso maior problema é que damos audiência demais, e recursos demais, a toda forma de hiper exposição midiática fútil e esquecemos nossos reais e mais graves problemas. Enquanto isso, somos contínua e rotineiramente roubados.


                        Já os ingleses bajulam a família real deles, e praticamente a sustentam, porque eles a consideram como um bem verdadeira e permanentemente precioso. É algo inerente à cultura deles. A família real tem papéis mais relevantes do pontos de vista cultural, diplomático, moral, cívico, simbólico da identidade da nação britânica e agregador do povo britânico do que propriamente dos pontos de vista político e administrativo. Isso não quer dizer que a rainha não dá pitaco na administração pública. Pelo contrário, ela está por dentro do que ocorre em seu país e no mundo e se reúne periodicamente com seu primeiro-ministro ou primeira-ministra para discutir assuntos relevantes e estratégicos de interesse nacional. Em suma, a Inglaterra não seria a mesma sem a sua monarquia. Deve ser por isso que os ingleses investem muito de seu tempo acompanhando o cotidiano dos membros da família real deles.



--- X ---



Nenhum comentário:

Postar um comentário