Viva São João!!!

Viva São João!!!
Felizes Festas Juninas.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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quarta-feira, 26 de abril de 2017

O Quarto Poder



          A Rede Globo de Televisão, que é a aniversariante de hoje, devido à sua influência na política, no cotidiano do cidadão e nos rumos da história da nação, especialmente pela forma como tem abordado os recentes casos de corrupção no governo, com tudo isso lhe conferindo uma notoriedade excepcional, pode ser considerada uma prova viva e incontestável de que a imprensa em geral é uma espécie de quarto poder, ao lado do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, porque age mais diretamente no seio da sociedade, formando opiniões.



         Houve um tempo em que, para criar uma emissora de TV ou de rádio, era preciso mais que recursos financeiros e paciência. Era preciso obter uma concessão do governo federal, mais precisa e diretamente do Presidente da República. Em geral, isto só era viabilizado por meio de conchavos políticos. Quem tivesse bom trânsito dentro do governo abriria larga vantagem frente aos seus concorrentes. Além de obter a tão sonhada concessão, quem estivesse em posição privilegiada poderia obter carta branca para dispor da concessão e dos recursos para viabilizar seu canal de comunicação da maneira mais conveniente possível, sem precisar dar muita satisfação a respeito de suas fontes.


         Mesmo sob regimes de exceção, o Brasil sempre gozou de uma relativa liberdade cultural e religiosa, o que permitiu a preservação de alguns privilégios de alguns grupos políticos, econômicos, sociais e culturais, mesmo durante o regime militar. A censura e a austeridade às diversas formas de expressão da sociedade não eram tão generalizadas como se pensa, porque, se assim fosse, a criatividade do brasileiro não teria encontrado válvula de escape, e as fortes influências estrangeiras em setores estratégicos, que se contrapunham ao nacionalismo vigente à época, teriam sido totalmente repudiadas, a depender das procedências dessas influências estrangeiras, que não deixaram de ser essenciais na consolidação do governo dos militares.


          Na atualidade, muitas emissoras de TV e de rádio pertencem à certos políticos ou aos seus parentes e amigos, embora não sejam diretamente administradas por eles. Logo, esses veículos de comunicação devem estar obviamente a serviço dos grupos políticos que os dirigem, em vez de estarem à serviço de utilidade pública para a coletividadeAqui se observa uma mistura de interesses públicos e privados, como dito no livro Raízes do Brasil.


          A quem interessar entender como uma pequena estação de TV, último rebento de um império das comunicações comparável ao lendário império mediático de Cidadão Kane, longa metragem produzido por Orson Welles, na década de 1940, avançou em tão pouco tempo, deixando suas concorrentes mais experientes e mais equipadas engolindo poeira, tornando-se uma espécie de guru para cidadãos e políticos e subindo ao pódio das redes de televisão do planeta, sugere-se a leitura de A História Secreta da Rede Globo, livro baseado na tese de doutorado de Daniel Herz, que era professor do curso de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), quando da publicação do livro, no início da década de 1990.


          A televisão já foi o meio de comunicação mais rápido e mais completo. No momento, o título pertence à Internet, embora ela ainda não conte com alcance tão amplo como o rádio e a TV. De qualquer maneira, está aberto um extenso leque de possibilidades, o que nos provê uma diversidade de instrumentos de formação de opiniões. Portanto, quem detiver todos os meios de comunicação possíveis tem tudo. Entretanto, como ninguém pode ter tudo o que quer nas mãos e como a humanidade levou séculos para admitir que o sistema solar gira em torno do Sol, e não do globo terrestre, só vive atrelado à uma só influência quem quer. Há muitas cadeias de rádio e de TV, em grande parte ligadas às entidades religiosas, católicas ou evangélicas, além de muitos portais de notícias e de entretenimento da Internet. Lembre-se de que quem anda pela cabeça dos outros é piolho.


          Enfim, uma reflexão final: até que ponto a Globo pode ser culpabilizada sozinha pelos fatos de ela ter tanto poder e de o Brasil ter esta sua fisionomia atual???

          Pense nisso e tenha um bom restante de semana.



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Um comentário:

  1. Realmente, sempre culpei a rede globo pela desventuras políticas do Brasil.

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