O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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domingo, 2 de agosto de 2015

Lá vem o circo



        Lá vai o velho circo outra vez. Estão desarmando o picadeiro e embrulhando a lona de novo, para seguir viagem e fazer seus espetáculos noutra cidade, dando continuidade à uma tradição de pelo menos duas décadas.



        No Ceará, como já foi comentado, existe uma facção política que vive trocando de legenda. Ontem, eles estavam com a direita conservadora. Hoje, eles estão transvestidos de esquerda liberal e agora se disfarçando de oposição à presente gestão federal.

        A verdade é que ninguém sabe o que eles realmente são. O fato é que, mesmo fantasiados de esquerda liberal, estabelecem alianças com tradicionais e anacrônicas lideranças políticas do interior do Estado, que jamais compactuariam normalmente com ideologias esquerdistas, mas que procedem assim para melhor sobressair.

        É aquela velha história da corda e da caçamba que já foi comentada aqui. Os cabeças daquele circo político arrumando a mudança e boa parte dos membros da trupe se aprontando para também botar a banda na estrada.

        Apesar disso, o governador do Estado, que foi eleito com o patrocínio e a propaganda providos por aquele circo, parece seguir agora fazendo seu filme de maneira independente, sem vincular sua gestão às imagens daquele circo, tomando medidas populares e efetivas, como mudanças nas regras para as promoções dos policiais militares e dos bombeiros, por exemplo.

        Até aqui, nada surpreende. O que há de curioso é que um tradicional e idôneo partido de esquerda liberal está abrindo suas portas para receber aquele circo, se expondo ao risco de manchar sua honra, acolhendo em seus quadros gente de postura política questionável. Se o senhor Leonel Brizola estivesse vivo, como ele reagiria a isso???


        Tenha um bom domingo. E vá ao circo com seus filhos, se puder.




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