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Nossa missão: Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial.
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domingo, 16 de agosto de 2015

Aves de rapina


        Lamentavelmente, somos obrigados a publicar esta postagem um dia após o Dia de Nossa Senhora da Assunção, santa católica e padroeira de Fortaleza, cidade que, teoricamente, deveria estar bem guardada, mas verdade seja dita, doa a quem doer. 


        O que você diz de uma cidade onde se vêem mais guardas de trânsito e câmeras do que policiais nas ruas? Parece uma cidade bem vigiada, tranquila e ordeira, não é mesmo? Ledo engano, porque Fortaleza não é nada disso, nem de longe. Você pode perguntar, por exemplo, a opinião de um turista norte americano que é casado com uma brasileira e que deixou a cidade com uma péssima impressão, há algumas semanas, após ter sido assaltado e agredido.
 

        Na última segunda-feira, dia 10, começou a vigorar em algumas das principais vias do bairro Cocó, em Fortaleza, a fiscalização eletrônica da redução do limite de velocidade para 40 km/h. Como sempre, faltaram ampla divulgação e campanha educativa junto à sociedade civil. 


        Há uma crise institucional entre a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e a Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), desde que a esta também foi incumbida a tarefa de fiscalizar o trânsito. Logo, os guardas municipais estarão sendo treinados para multar, em vez de dar mais segurança aos cidadãos, assim como os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão aos poucos tendo suas armas de fogo trocadas por pistolas que fazem fotos e vídeos.


        Medidas como essas até que não surpreendem tanto, considerando-se que façam parte do pacote de ajuste fiscal imposto pelo governo federal e reproduzido em parte por outras esferas administrativas, objetivando botar todo o efetivo possível nas ruas, a fim de aumentar a arrecadação da máquina administrativa, a todo e qualquer custo. 


        Enquanto se vê o poder público investindo cada vez mais em fiscalização de trânsito, setores considerados essenciais e prioritários, como, por exemplo, saúde, educação e segurança pública, além de sofrerem cortes orçamentários, estão sendo cada vez mais negligenciados. Certamente quem decide por essa opção de investimentos é porque acredita que lhe convém e quer que todos vejam chifres em cabeça de cavalo e acreditem que o trânsito mata até mais que o narcotráfico, por exemplo.
 


        Nunca antes na história deste país, mesmo em tempos de crises, o governo, por intermédio de seus órgãos, repartições e autarquias, vilipendiou tanto a população. Estamos em um Brasil cada vez mais injusto, vilipendiador, opressor e distante dos brasileiros. Se você for capaz de ver essa realidade e se sente indignado e com coragem para protestar, fique à vontade para ir hoje às ruas também, contra as arbitrariedades dessa administração e para exigir justiça e mudanças de verdade para o Brasil, como se exigiu em 2013

        Tenha um bom domingo, se puder.



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