O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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domingo, 30 de novembro de 2014

Guerra Civil


                       Como foi dito numa postagem anterior, o Brasil ainda parece querer se partir ao meio, como numa guerra civil. Isso também se explica porque, na política, por exemplo, continuam pondo mais lenha numa fogueira que já deveria ter sido apagada. Internautas simpatizantes das principais facções políticas continuam se digladiando nas redes sociais, em defesa de suas posições políticas e no ataque degradante aos seus adversários. Órgãos de imprensa continuam agindo imparcialmente, divulgando notícias duvidosas, contrárias ou favoráveis aos principais grupos políticos que disputaram a Presidência da República, de acordo com seus interesses. Não se sabe mais quem está mentindo ou falando a verdade nessa história.


                       Como na final da Copa do Mundo, os times lutaram e resistiram com unhas e dentes, até os instantes finais, mas só não levaram as disputas aos pênaltis, porque isso não é possível nas eleições, que às vezes são decididas logo no primeiro tempo, às vezes seguem até o segundo tempo e param por aí. Algo precisava fazer a balança pender para um dos lados, cedo ou tarde.

 
                        Pelo menos a partir do segundo turno, o jogo nos pareceu limpo e honesto, embora não tenha chegado a ser um fair play. Então, não faz sentido apelar para manifestações pela abertura de um processo de impeachment contra a presidenta por puro descontentamento, que é de certa forma compreensível, mas que não tem legitimidade, a não ser que apareça alguma prova concreta e fidedigna para que a presidenta possa ser acusada de improbidade administrativa. Menos legitimidade ainda teria a deposição do governo atual por meio de um golpe militar, como desejariam alguns, por meio de um processo de retrocesso no tempo.

                       As disputas eleitorais, no Brasil e no Ceará, foram decididas nos detalhes, e as diferenças entre os concorrentes foram percentualmente pequenas. Os vencedores obtiveram aprovação de apenas pouco mais da metade dos eleitores, e não da grande maioria, como era de se esperar, o que significa que o atual e vigente modelo de governo já não está mais com aquela bola toda, tendendo a se desgastar e se esvaziar cada vez mais, com o passar do tempo. Porque nada dura para sempre, por melhor que seja, ou pelo menos que pareça ser.


                       Felizmente, os resultados dessas eleições não devem repercutir diretamente, em princípio, nas nossas vidas individuais cotidianas. Como já foi dito, as mudanças em nossas vidas dependem de nós mesmos. Agora que tudo acabou e passaremos a uma nova fase, assim como ao fim da Copa do Mundo, devemos retornar às nossas realidades cotidianas e nos reconciliarmos com nós mesmos e com nossos compatriotas, porque ninguém quer mais uma outra guerra civil, fora aquela guerra que está sendo travada, sutil e covardemente, contra os cidadãos de bem, no cotidiano.


                       Devemos sempre buscar a concórdia e evitar as guerras a todo custo, para que não venhamos a chorar o tempo perdido mais tarde e sermos vistos como barraqueiros e idiotas, a não ser que estejamos bem embasados com prudência, relevância, bondade, caridade e veracidade, para protestar contra injustiças e preservarmos nossos espaços e nosso direito de sobreviver. Devemos nos manter afastados de quem nos faz sentir tolos, voluntária ou involuntariamente. Como já foi dito, quando se parte para uma guerra, é melhor estar preparado para levá-la até as últimas consequências.





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