O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Supremacia


                   Um dia desses, estava vendo uma notícia sobre o sacrifício de uma girafa saudável e jovem, em um zoológico na Dinamarca. Como se não bastasse, o corpo da girafa teria sido oferecido como alimento aos leões do zoológico, diante dos olhares de famílias que por lá passavam, numa manhã de domingo. A desculpa dada pelo zoológico foi a de melhoramento genético da fauna do lugar, "para evitar consaguinidade". E eles não param por aí. Prometem mais carnificina, em nome da eugenia animal.

                   Isto me fez pensar a que ponto a humanidade evoluiu. Como a espécie humana dominou a terra, se considerando a espécie eleita e ungida por Deus para crescer, se multiplicar, ocupar e conquistar o mundo, moldando-o à sua imagem e semelhança, se considerando a mais conhecedora do mundo e de todos os seres vivos, chegando ao ponto de se outorgar o direito de decidir sobre a vida e a morte de outras formas de vida. Castramos, lesamos, usamos como cobaias de laboratórios ou sacrificamos outros seres e chegamos até mesmo à dizimar espécies inteiras, conforme nos convém. Não gostaríamos de estar no lugar deles, se fosse conosco, e se outra espécie estivesse por cima da carne seca.

                   Por vezes, não nos lembramos de que, até agora, o homem tem sido o maior predador do próprio homem, e de que todos os outros seres vivos somados nos superam de longe, pelo menos numericamente, e de que, portanto, embora não os possamos ver, porque muitos deles são muito pequenos, eles têm o poder de nos destruir, se quiserem. Ainda bem que eles não sabem disso. Vide o exemplo do longa metragem clássico Guerra dos Mundos, que foi regravado há quase dez anos, contando com Tom Cruise no papel principal. O filme mostra a Terra sendo invadida e destruída por extraterrestres, até que estes são vencidos quando e por quem menos esperavam.



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