Viva São João!!!

Viva São João!!!
Felizes Festas Juninas.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Que democracia é esta?



                      Ontem foi celebrado o Dia da Democracia, data estipulada em memória à morte do jornalista Vladimir Herzog, preso, torturado e assassinado nas dependências do DOI-CODI, em São Paulo, em 25 de outubro de 1975. Aquele incidente foi a gota de água que impulsionou ampla mobilização popular pela reabertura política e pelo fim da repressão. 


                      Perdoe-nos a pergunta, mas de que democracia estamos mesmo falando??? Passados 40 anos da morte de Herzog e 30 anos do fim do regime militar, há o que ser comemorado??? Em 2015, convivemos com outra forma de repressão, que não envolve necessariamente prisão, agressão, tortura e morte físicas, mas que envolve basicamente perseguição econômica, política, social e moral. Nunca antes na história deste país, um governo, por meio de seus órgãos e autarquias, se uniu ao Poder Judiciário e à algumas empresas públicas e privadas para vilipendiar os cidadãos, especialmente os inadimplentes, com tanta voracidade e implacabilidade. Quanto aos que não estão inadimplentes, emprega-se algum subterfúgio para torná-los inadimplentes, subterfúgio que pode estar dentro da lei, mas que não deixa de ser antiético e imoral.
 
 
                      Que país é este, onde o maior certame nacional de avaliação de conhecimentos e de proficiência para egressos ou concludentes do ensino médio não é devidamente levado à sério pelo povo??? Que país é este, onde os jovens, ou até mesmo não tão jovens, que lutam por um futuro melhor, para vencer na vida, por meio da educação, uma opção racional de vida que se opõe à opção de uma meia dúzia de indivíduos que optam pela vida efêmera do crime, não recebem os devidos incentivo e respeito de nossa sociedade, como já foi comentado, ano passado??? Que país é este, onde uma meia dúzia de desocupados vão aos locais de realização das provas somente para fazer troça com quem se atrasa ou com a própria realização do evento, como se estivesse em uma praça esportiva??? Que país é este, onde dizem que há democracia, mas onde os cidadãos e cidadãs que divergem do lugar comum, no tocante aos padrões de gênero ou de orientação sexual, por exemplo, ainda não são devidamente incluídos na sociedade??? Que país é este, onde tem surgido cada vez mais um velado e insidioso tolhimento da liberdade de expressão contra aqueles que pensam contra a cartilha do governo vigente, sendo punidos de maneiras bastante sutis, como remoções de postagens em redes sociais ou perdas de empregos públicos, por exemplo???  
 
 
                      Houve um certo exagero na interpretação da elaboração e da aplicação do exame. Se uma questão abordou o feminismo, não quer dizer que a prova estivesse necessariamente fazendo doutrinação, embora alguns vissem a questão como um incentivo ao transexualismo.
 
 
                      Por outro lado, houve certo arroubo de prepotência e de arrogância por parte dos organizadores do concurso, ao estabelecerem que as provas de redação iniciadas com um certo clichê ou "frase feita", que indicaria um texto supostamente de opinião preconceituosa em relação a um tema polêmico, porém relevante, como a violência doméstica contra mulheres, seriam sumariamente anuladas. De fato, é um erro escrever num texto técnico um clichê, passível de perdas de alguns pontos, mas anular a redação por conta disso já é um abuso. 




 
 
                      E ainda chamam isso de pátria educadora e de Estado Democrático de Direito, com direito à festa da democracia, de tempos em tempos, ainda mais agora que sofremos um retrocesso vertiginoso nos investimentos em serviços públicos, como na educação, por exemplo, após os resultados das últimas eleições, há um ano.





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