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Nossa missão: Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Estupidometria



                     Há alguns dias, foi noticiado que as reprovações nos exames de direção veicular prática aplicados no DETRAN do Estado do Ceará aumentaram, após a implantação de um sistema de telemetria, que consiste no emprego de dispositivos eletrônicos de monitoramento, como câmeras, microfones, sensores de movimentos e rastreadores, por exemplo, dentro e fora dos veículos de provas, que devem ser obrigatoriamente os disponibilizados pelo órgão, que apresentou como desculpa a necessidade de reforçar o monitoramento tanto dos candidatos como dos examinadores, a fim de coibir corrupções e fraudes.



                     Para o setor de trânsito, não há crises. Até a cidadezinha mais interiorana pode contar com uma autarquia de trânsito, talvez até com fotossensores em ruas de calçamento ou até mesmo em estradas carroçáveis, mas pode não contar com uma guarda municipal para prover segurança aos cidadãos. E, onde houver guarda municipal, ela será redirecionada para fazer a segurança pessoal de ex-prefeitos. O trânsito é um setor onde, em geral, não faltam recursos para inventar modas que deem ao Brasil uma fachada digna de um país de primeiro mundo, enquanto as pessoas sofrem sem segurança pública, sem educação e sem saúde. Entretanto, a própria Polícia Rodoviária Federal, que tem papéis relevantes na segurança pública e na fiscalização de trânsito, está sofrendo também graves cortes orçamentários que comprometem seu desempenho.


                     O processo de eletronificação do trânsito geralmente envolve vultuosas contratações de empresas que instalem os equipamentos e mantenham toda aquela parafernália funcionando, supostamente por meio de licitações que dificilmente são questionadas. A eletronificação do exame prático para habilitação ajuda a encarecer mais ainda o rito de habilitação do condutor e pode estar ajudando alguém a enriquecer indevidamente. Mesmo assim, todo mundo aceita tudo calado. 


                     Esse mau costume de querer eletronificar tudo também se reflete noutras áreas, como na saúde, por exemplo, onde há uma obstinação por parte do Ministro da Saúde em implantar sistema de biometria nos hospitais públicos, a fim de controlar os passos dos médicos, alegando que muitos deles fingem que trabalham.


                     E a nossa urna eletrônica??? Se ela é tão boa e segura, porque pouquíssimos países a adotam, em seus processos eleitorais??? Veja que a urna eletrônica, apesar de garantir alguma agilidade nas apurações dos votos, não traz grandes vantagens para o Brasil, em relação aos países mais ricos e desenvolvidos do planeta. Por isso, você deve se perguntar se eletronificar extensamente todas as áreas é a melhor solução para o desenvolvimento.


                     As situações supracitadas são exemplos de que a estupidez e a ganância estão cada vez mais vencendo o bom senso no Brasil. Assim, muitos abusos são cada vez mais perpetrados pelas autoridades contra os cidadãos cada vez mais indefesos. É hora de o Ministério Público e os parlamentares se mobilizarem contra isso e em defesa das pessoas.


                     Essa moda da telemetria para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), por exemplo, não começou no Ceará, tampouco é tão recente assim, mas, como se sabe, tudo o que não presta se alastra bem depressa. De nossa parte, continuaremos monitorando o Brasil e trazendo à baila novos (maus) exemplos captados por nosso estupidômetro.

                     Tenha um bom restante de semana, se puder.



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