Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.

Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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domingo, 13 de agosto de 2017

Festinha na laje



                      Falando em festas, saiba que já chegou ao Congresso Nacional um projeto de lei que pretende criminalizar o funk, sob o argumento de que esse estilo musical seria voltado exclusivamente para fazer apologia ao crime e à outras formas de deturpação de valores éticos e morais. Você pode não gostar de funk, é um direito que lhe cabe, mas você há de convir que há uma certa visão estereotipada desse estilo e um certo exagero nessa medida, porque nem todas as letras de músicas de funk seguem essa tendência.


                      Uma coisa é generalizar e criminalizar o funk por completo. Outra coisa é proibir aqueles bailes funk realizados fora das normas que regem a realização de eventos públicos e que sejam patrocinados por traficantes, onde menores podem ter acesso à bebidas alcoólicas e outras drogas, além de se prostituírem, e onde muitas músicas enaltecem os traficantes, tal como naquelas paradas militares de alguns países socialistas onde os líderes são amplamente endeusados e ovacionados. Foi o que as autoridades policiais fizeram em Fortaleza, há alguns anos, na esperança de se reduzir a criminalidade, mas não surtiu o efeito esperado.


                       Já no Rio de Janeiro, deve ser mais difícil proibir, porque esses bailes irregulares geralmente acontecem em áreas dominadas pelo tráfico, onde o poder público não consegue se fazer presente a contento. Na verdade, bailes funk sempre foram oficialmente proibidos por lá, mas a polícia nunca teve moral para fazer valer essa proibição, conforme demonstrado no filme Tropa de Elite, de 2007, sobre o qual conversaremos em breve.


                       De qualquer maneira, não seria justo fazer com que todos os artistas e apreciadores do funk pagassem pelos erros de alguns que fizeram uso deturpado do ritmo, por vezes em benefício próprio. Ainda é possível pensar na convivência harmônica do funk com outras formas de expressão musical. Tudo é uma questão de respeito.

                      Tenha uma boa semana e, para você que mora em Fortaleza, tenha também um bom feriado.



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