Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.

Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
Tire o pé do acelerador e redimensione sua vida.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mazelas 3


                            Quando vejo notícias de países como Bolívia e Paraguai, que, ao meu ver, são como favelas do Brasil, suspiro um pouco aliviado em ver que, pelo menos no Brasil, nem tudo está completamente perdido. Pelo menos por um lado. Mas, por outro lado, sim, porque podem nos prejudicar, por nos arrastar para a lama.
                            Então você me pergunta porque eu digo isso, como se estivesse depreciando nossos vizinhos. Porque esses países, além de serem mais pobres que o Brasil, têm leis mais frágeís, autoridades mais frágeis, quando se trata de dar segurança à população, ou mais fortes, quando se trata de impor sua vontade, e são moralmente mais frágeis. Tudo isso contribui para que esses países vivam como parasitas à sombra do Brasil, provendo-o, no mínimo como intermediários, com produtos e serviços escusos, tais como drogas, armas de fogo e contrabando, por exemplo, e recebendo em troca veículos roubados, por exemplo.
                             Há cerca de um ano, o governo boliviano pretendia publicar uma lei que permitia aos bolivianos que tivessem veículos irregulares regularizá-los, pagando uma taxa simbólica de cerca de cinco mil reais. Essa medida também valeria para veículos roubados de qualquer procedência. Claro que a população de lá gostou da medida. Só não gostou do valor da taxa. Então aquele governo se viu obrigado a recuar, depois de sofrer pressão de países vizinhos, inclusive do Brasil, que também passaram a pressionar pela devolução de seus veículos subtraídos.
                             Como se vê, lugares assim são limbos para os criminosos brasileiros, onde eles faturam alto, onde nossas autoridades não os alcançam, e as autoridades de lá, tampouco. Lugares onde bandidos são vistos pela comunidade como se fossem Robin Hood. Depois eu quero escrever mais sobre isso.
                             O que achei mais estarrecedor ainda foi ler o depoimento de uma jovem brasileira que tentou cursar medicina em uma faculdade particular na Bolívia expondo o quanto a formação médica naquele país se encontra em estado moralmente deplorável, e o nosso governo ainda parece querer facilitar a revalidação de diplomas de médicos formados lá. Veja o depoimento na página do Conselho Regional de Medicina do Paraná através deste link
                             Escrevi esta postagem não com o objetivo de fazer discriminação contra outros povos sul-americanos, mas apenas para chamar a atenção para uma reflexão. Temos o mau costume de dizer que o Brasil é um país corrupto, violento e precário, onde nada funciona direito. Olhamos para nossos vizinhos e vemos que não é bem assim. Se não conseguimos cuidar bem de nosso lar, as consequências podem ser globais. Aqui não se trata apenas da questão ecológica, mas também da questão de segurança. Nossa insegurança é reflexo da insegurança de nossos vizinhos. A recíproca é verdadeira.
                             Deixo uma pergunta no ar: até que ponto você se sente responsável pelo fato de o Brasil ser do jeito que ele é???
                            



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