O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Christmas time is here again - The Beatles

Desejamos um Feliz Natal e um 2018 de bênçãos.

Desejamos um Feliz Natal e um 2018 de bênçãos.
Que não se percam os verdadeiros sentidos do Natal e da vida.

Boas festas

Boas festas
Desejamos um Feliz Natal e um 2018 de bênçãos.

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

Display

Pesquisar neste blog

Inscreva-se e siga nossa newsletter

Translate us (traduza-nos)

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Pessoas e atitudes



                      O mundo pareceu tomado de assalto pela recente eleição do empresário Donald Trump, para presidente dos Estados Unidos da América. Ainda não foi desta vez que elegeram uma mulher para chefe do executivo daquele país. Entretanto, este resultado não deve surpreender tanto, levando-se em conta que o modelo democrata de governo já se encontra desgastado, e a economia interna do país, prejudicada. Muitas indústrias que atuavam em território americano fecharam as portas e migraram para nações consideradas mais atraentes, dos pontos de vista fiscal e estrutural, deixando muitos trabalhadores americanos desempregados.



                      Segundo, os economistas e especialistas em ciências políticas, a vitória de Trump nas urnas deve ser prejudicial para o restante do mundo, inclusive para o Brasil, porque é esperado que os Estados Unidos se fechem cada vez mais ao comércio exterior. Esta tendência se reflete nas quedas em muitas bolsas de valores, nos últimos dias.



                       Em qualquer lugar do mundo, e em qualquer seara, não apenas em política, é preciso saber separar as pessoas de seus atos, bem como os candidatos de seus partidos. Há um limite entre as pessoas e suas atitudes, mas sofremos as consequências de nossas atitudes. Não obstante, é importante que não nos julguemos uns aos outros, indevidamente.



                       Há quem diga que, se fosse eleitor ou eleitora nos EUA, não votaria na Hillary Clinton, porque acredita que ela seja igual à Dilma Rousseff, por ser mulher e por ter pensamentos alinhados à esquerda também. Saiba você que Hillary Clinton não é Dilma Rousseff, assim como Donald Trump não é João Dória Júnior. São quatro indivíduos completamente distintos.



                       À propósito, o sr. João Dória Júnior, um empresário principiante na política, embora com tendências direitistas, que conseguiu se eleger prefeito de São Paulo, logo no primeiro turno, parece estar disposto a moralizar a política, já que fala tanto em "trabalhar de maneira republicana". Ou seja, quer fazer na política tudo o que qualquer cidadão comum de bem aparentemente gostaria de fazer.



                        Há quem diga ainda que não votaria em Hillary também porque ela se mostraria favorável ao aborto. Ser contra ou favor do aborto: que diferença faz? É uma opinião pessoal dela. Porque abortos continuarão ocorrendo em seu país, independentemente da posição dela, mesmo que viesse a ter algum poder de tentar diminuí-los, se eleita. E Trump? Seria ele um defensor tão árduo do direito à vida, em oposição a ela???



                        Trump agiu como um aventureiro arrogante e sem experiência em política, além de tratar as mulheres de maneira desrespeitosa. Alguns de seus podres como, por exemplo, ter declarado falência e deixado, portanto, de pagar alguns impostos, além de um áudio em que ele falou que poderia seduzir a mulher que quisesse, foram relevados ao longo da campanha eleitoral. Mesmo assim, insistiu em agir como um sujo falando do mal lavado, ao insinuar que Hillary cometeu crime, ao fazer uso indevido de conta de e-mail profissional. Entretanto, apesar de se mostrar um indivíduo de aparente mau caráter, quiçá ele venha a ser um bom governante para seu país.



                        Para muitos, o resultado das eleições americanas não tem relevância alguma, porque eles veem os Estados Unidos não como um referencial de justiça, de educação de base e de sabedoria política, mas apenas como a terra do entretenimento e da economia armamentista, que se permite agora gerenciar por um magnata que representa o verdadeiro espírito americano, que organiza concursos de misses e que apregoa intolerância e violência. Para eles, os brasileiros que se inspiram avidamente nos EUA e reclamam que não sabemos fazer política enganam-se, acreditando que os brothers são melhores e mais maduros nesse quesito.



                        Os americanos é quem devem decidir o destino deles, pensando primeiramente no bem estar deles, e usufruir ou sofrer as consequências das escolhas deles. Não nos cabe interferir, conjecturar muito ou lamentar, se eles fizeram uma escolha certa ou não, até porque eles elegeram um presidente para a nação deles, e não para o mundo. À título de exemplo, para muitos países, o afastamento da nossa presidente Dilma Rousseff repercutiu como um golpe e foi mal recebido, mas isto teria feito para eles alguma diferença, assim como o fez para nós???

                        Tenha um bom resto de feriadão.




--- # --- # ---



Nenhum comentário:

Postar um comentário