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Nossa missão: Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial.
O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

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Lição moral bastante atual

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terça-feira, 9 de julho de 2019

Bossa nova ou Saudades de um Brasil distante




            João Gilberto, criador do gênero musical bossa nova, algo sui generis, na música brasileira, eternizou-se e voou para a oficina de Deus, há poucos dias. Muito reservado na vida pessoal, pouco aberto à entrevistas e muito concentrado no ofício, ao ponto de se irritar, se algo ou alguém o distraísse, JG estaria para a música, assim como Leonel Messi estaria para o futebol. Cantando em baixo tom e tocando um instrumento suave de cordas, ele não era um artista que tocava para multidões estridentes, como fazem as bandas de rock, por exemplo. Mesmo os Beatles tiveram uma fase mais retraída. Pararam as apresentações ao público e se limitaram às gravações em estúdios. 


            Recebido inicialmente com certo preconceito, no cenário musical, ele cunhou um jeito de fazer música peculiar e nunca visto fora do Brasil. Sua música, conhecida mundialmente, reforça um pouco aquela visão poética do Rio de Janeiro, cartão postal do Brasil. Ouvindo os acordes de Wave, por exemplo, independentemente da nacionalidade, quem não se imagina visualizando aquela cidade panoramicamente, na segurança do alto de um Boeing, livre dos tiros de um fuzil, descendo rumo à pista do Aeroporto Internacional Tom Jobim, outra sumidade da nossa música???


            Paulatinamente, o Brasil e a música brasileira ficam cada vez mais pobres, ainda que esta perda não se tenha mostrado tão sentida como a de Gabriel Diniz, há pouco mais de um mês. Até porque a bossa nova não é tão popular, em nossos dias. Atualmente, o mais próximo do jeito JG de tocar violão está em algumas canções de Jorge Vercillo, por exemplo. A bossa nova é marca de uma época aparentemente próspera, em diversas searas (cultura, esporte, educação, saúde, engenharia, economia, política, etc.), quando a nação tinha olhos voltados para um futuro ideal, que ainda é aguardado, há mais de seis décadas. Eram os chamados anos dourados, quando era presidente da República o dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, médico urologista, o JK, mais conhecido como o Presidente Bossa Nova, porque, além de seu mandato coincidir com o surgimento do novo ritmo, ele veio a inovar, no jeito de governar, com uma visão de vanguarda, buscando compactar cinquenta anos de desenvolvimento forçado em apenas cinco. Grosso modo, pode-se dizer que ele conseguiu. A indústria brasileira, principalmente no segmento automobilístico, por exemplo, consolidou-se, naquele período, reduzindo a dependência de mercadorias importadas. O fato é que, depois da passagem de JK pelo governo, que culminou na criação de Brasília como nova capital, o Brasil nunca mais foi o mesmo.


           E, por falar em saudade e em bossa nova, o mês de julho não deixou de ser um mês de bossa nova para muita gente. Algumas coisas em suas vidas ficaram para trás e, de certa forma, deixaram saudades. Vieram coisas novas com as quais você ainda deve estar tentando se habituar, para o bem ou para o mal. À propósito, você sente saudades de quê mesmo??? Seria da última vez que você teve tempo de ser você mesmo, por exemplo??? Por onde tem andado, ou melhor, corrido???



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