O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade."

Mario Quintana

Editorial

Embora o Brasil não esteja em uma boa fase de sua história e não esteja sendo bem administrado, retroceder ao passado, principalmente àquele passado mais remoto e sem resultados satisfatórios para a coletividade, não é a solução.

Uma geração acreditou que, quando a oposição chegasse ao poder, finalmente, sentir-se-ia representada. Votou em um candidato à presidente que caiu e se levantou, algumas vezes, mas agora já não sabe mais em quem confiar, porque não há mais representações legítimas, para os trabalhadores e os estudantes. Existem apenas partidos para representar seus próprios interesses ou defender os privilégios de seus aliados diretos.

Dar vazão às mentes e às vozes que querem questionar e repensar o Brasil de uma maneira distinta, objetiva e imparcial. É para isto que estamos aqui.

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sábado, 25 de julho de 2015

Oportunidade forçada


                    A indústria automobilística brasileira é cara e obsoleta. Quem pensa estar fazendo bom negócio, adquirindo um carro "popular" por meio de financiamento a longo prazo com juros exorbitantes, na verdade pode estar sendo enganado, porque está pagando caro demais por um produto de qualidade que não corresponde ao que se paga.


                    Esta crise deveria ser vista como uma oportunidade de aprendizado e de crescimento para a indústria automobilística e para o consumidor. Para a indústria, porque ela deveria se esforçar mais para se reinventar. A indústria deveria continuar empreendendo esforços para produzir automóveis cada vez menos poluentes, mais econômicos em combustíveis e mais baratos. De qualquer maneira, nas condições atuais, o brasileiro já está comprando carros demais. As ruas e as estradas já estão abarrotadas de veículos. Em que isso nos engrandece???


                    A indústria automobilística deve sentir a crise nos seus cofres, mas antes que isso aconteça e que ela adquira algum aprendizado positivo, ela prejudicará muita gente, sacrificando suas fábricas, suas lojas concessionárias autorizadas e os empregos a elas atrelados.


                    Para o consumidor, seria válido se ele aprendesse a deixar a vaidade e a futilidade de lado. Ele precisa se lembrar de que comprar um carro não é um investimento, a menos que seja essencial em seu trabalho, e olhe lá. Precisaria mesmo comprar um carro zero quilômetro diferente, todos os anos, e logo o mais bonito e mais caro que encontrar, sacrificando seu orçamento pessoal ou familiar, só para ostentar o veículo e locupletar seu ego???


                    O poder público bem que poderia também se reinventar e investir mais nos meios de transporte coletivo e em outras formas alternativas de mobilidade urbana, a exemplo do que vem sendo feito de maneira tímida em Fortaleza, por exemplo. Este município só precisa organizar e dispor melhor as faixas exclusivas para ônibus e as ciclovias, além de prover mais segurança aos usuários desses meios de transporte.



                    Aproveitando a data, desejamos a todos um feliz dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas e dos viajantes, e um bom final de semana a todos.
 



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